quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Quatro dicas para diminuir o estresse no trabalho

O autoconhecimento, o pensamento positivo e a prática de exercícios podem ajudar a aliviar a pressão do dia-a-dia e evitar problemas como a Síndrome de Burnout.

Por Meiry Kamia, www.administradores.com.br

Durante a consulta, Celina, que atua como gerente da área de TI de uma instituição financeira, não sabia dizer exatamente quando os sintomas começaram porque fora algo progressivo, há meses sofria constantemente de dores de cabeça, insônia, sensação de exaustão e problemas gastrointestinais. Aliado a isso, o estado emocional de Celina com relação ao trabalho também não era dos melhores. Sentia-se irritada, pressionada pelo trabalho, tinha problemas com a chefia, trabalhava com prazos impossíveis de serem cumpridos, com uma equipe e um sistema falhos, o que a deixava com uma constante sensação de falta de eficácia e falta de esperança no trabalho. Por mais que se empenhasse, tinha a sensação de que nunca iria alcançar as metas estipuladas.

Com o tempo, foi adoecendo com mais facilidade, e as gripes, que antes eram facilmente controladas com analgésicos, agora a derrubavam na cama, e, nos últimos tempos, problemas cardíacos começaram a surgir obrigando-a a faltar no serviço e buscar ajuda médica. Mais tarde, conversando com seu médico, percebeu que seus problemas de saúde foram ocasionados pela exposição crônica a agentes estressores no trabalho. E foi assim que Celina conheceu a Síndrome de Burnout.

A Síndrome de Burnout é um estresse relacionado ao trabalho que resulta da luta prolongada do paciente contra agentes estressores no trabalho, e está sendo cada vez mais estudada por conta de sua correlação com o baixo rendimento e comprometimento com a empresa, absenteísmo (falta no trabalho), aumento de acidentes no trabalho, intenção de deixar o emprego e alta rotatividade.

Os sintomas físicos do Burnout podem incluir dores de cabeça, transtornos gastrointestinais, tensão muscular, hipertensão, episódios de resfriado/gripe, distúrbios do sono, problemas cardíacos, dor lombar, ansiedade e depressão.

Na área de serviços, o Burnout é composto por três elementos principais:

· Exaustão emocional: caracterizada pela falta de energia e sensação de esgotamento dos recursos emocionais.

· Despersonalização: marcada pelo tratamento dos clientes como se fossem objetos e não pessoas.

· Não realização profissional: caracterizada pela tendência de avaliar a si mesmo de forma negativa.

Pesquisas apontam que a questão emocional é de grande importância na vivência do estresse. A pesquisa de Sheena Johson e cols (2005) mostrou que algumas profissões como policiais, professores, enfermeiros e até mesmo Call Center, podem ser mais vulneráveis ao estresse por serem profissões que exigem: 1) interação direta ou por telefone com clientes; 2) as emoções mostradas nesses empregos têm por objetivo influenciar as atitudes e comportamentos de outras pessoas; e 3) a demonstração dessas emoções devem seguir regras. Em outras palavras, todos eles devem manter a calma, serem cordiais e mostrarem autocontrole. Outros estudos apontam para o fato de que essa dissonância emocional, que é sentir uma coisa e ter que demonstrar outra, pode resultar em sensações de hipocrisia, levando à baixa auto-estima e até mesmo à depressão.

Entretanto, os estudos também apontam que a propensão ao estresse não é igual para todas as pessoas. Algumas serão mais e outras menos atingidas, e outras não sofrerão estresse. O que diferencia são os traços de personalidade e os recursos internos que as pessoas possuem para lidarem com as adversidades do trabalho, esses recursos serão mais eficientes quanto maior for o conhecimento de si mesmo.

Portanto, a boa notícia é que boa parte da solução também pode estar ao seu alcance, ou seja, você pode amenizar o impacto negativo dos problemas relacionados ao trabalho sobre sua qualidade de vida física e psíquica.

É claro que não há fórmula certa contra o estresse, justamente por ser um conjunto de variáveis externas (relacionados ao ambiente) e internas (relacionado às questões psíquicas) que nos torna mais ou menos vulneráveis ao estresse. Mas é possível adotar algumas medidas que auxiliam na manutenção da saúde contra o estresse, seguem algumas dicas:

· Pratique exercícios: o estresse lesa menos pessoas fisicamente ativas. Procure fazer algo que sinta prazer: caminhadas leves, natação, ginástica localizada, yoga, etc.

· Tenha um hobby: caso o seu trabalho não lhe proporcione prazer, mas você se sente impossibilitado de sair imediatamente por questões financeiras, uma saída é desenvolver um hobby. É preciso encontrar prazer de alguma forma no trabalho, o hobby seria uma espécie de segundo trabalho, onde a pessoa pode focar a atenção sem tantas interrupções, em ambiente mais controlado e encontrar prazer no próprio processo do trabalho. Já vi vários casos em que o hobby se tornou profissão. Pense nisso!

· Procure pensar positivo: tenha consciência de que preocupação demais não solucionará o problema. Criatividade só vem quando a mente está tranqüila.

· Conheça a si mesmo: só assim você descobrirá as melhores formas de lidar com as adversidades da vida e superar os desafios de forma mais positiva e sadia. Lembre-se que todos nós temos problemas, o que diferencia é a forma de lidar com os eles.

Meiry Kamia - é psicóloga, Mestre em Administração de Empresas, consultora e palestrante. Diretora da Human Value Consultoria, Meiry desenvolve palestras e treinamentos vivenciais utilizando técnicas lúdicas diferenciadas que contribuem para o auto-conhecimento e mudança de comportamento. www.meirykamia.com.br

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Nova rede social vai dividir lucro com usuários

Cada usuário terá direito a 50% do que a rede ganhar com a venda de propaganda no seu perfil. Se a comercialização for feita por conta própria, o internauta fica com 100% do valor.

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A UberMedia enxergou no Facebook a saída para fazer vingar sua nova rede social, a Chime.in. Ao notar que os internautas ficam a ver navios com os bilhões de dólares que vão para o bolso de Marck Zuckerberg, a empresa pensou num modelo de sociedade. O site permite compartilhamento de fotos, links, vídeos e textos com até dois mil caracteres.

Cada usuário terá direito a 50% do que a rede ganhar com a venda de propaganda no seu perfil. Se a comercialização for feita por conta própria, o internauta fica com 100% do valor. "É uma guinada nas mídias sociais", afirmou o CEO da UberMedia, Bill Gross, ao Huffington Post. "Os interesses dos produtores de conteúdo finalmente estão alinhados com o do publisher, uma vez que ambos ganham alguma coisa pelo seu trabalho", complementa.

Focar no dinheiro é o principal atrativo para convencer o público a integrar o Chime.in. Gross acredita que a divisão da receita fará com que conteúdo de qualidade chegue até a rede. "Quando há dinheiro envolvido, você consegue um nível de seriedade que não existe se não há pagamento", afirma. A iniciativa já é utilizada pelo YouTube desde quando o site passou a remunerar usuários na intenção de profissionalizar o acervo oferecido.

A UberMedia alardeia que o projeto também é positivo para as empresas, já que elas poderão angariar verbas com o material publicado. Celebridades, produtoras de filme, série de TV e grupos de mídia e pessoas jurídicas que podem tirar proveito do sistema. Segundo ele, Disney, E! Entertainment, Universal Pictures e Bravo TV já se registraram na rede social.

Apesar do conceito de socialização, a UberMedia não classifica o Chime.in como tal, mas como uma rede de interesses. Além da possibilidade de ganho, os internautas podem assinar cinco tópicos de "interesse" para cada post e ainda permite a assinatura de feeds a partir de tags. É possível seguir as pessoas, assim como é feito no Twitter.

"As outras redes sociais são para se conectar a pessoas, enquanto o Chime.in é para se conectar a interesses e pessoas", diz a página de suporte da novidade, segundo o TechCrunch. "As pessoas estão deixando de fazer buscas na web e optando por se conectar a outras pessoas que vão lhes dizer o que precisam saber", resume Gross.

A rede ainda não está oficialmente aberta.

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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Enem: 5 milhões farão prova neste fim de semana

Estudantes das regiões Norte e Nordeste devem ficar atentos ao horário de verão, em vigor desde o último domingo (16).

Por Redação Administradores, www.administradores.com.br

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) irá acontecer neste sábado (22) e domingo (23), com a adesão de aproximadamente 5,3 milhões de estudantes. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (Inep), o Exame será aplicado e monitorado por cerca de 400 mil voluntários em todo o país.

O Enem foi concebido para avaliar a qualidade do ensino médio no país, mas atualmente é a porta de entrada para 59 universidades públicas federais que aceitam a nota do concurso, através do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para o ingresso dos candidatos. Além disso, a concessão de bolsas de estudo parciais e totais do ProUni e o acesso ao Fundo de Financiamento ao Estudante de Ensino Superior (Fies) também são feitos a partir da nota obtida no exame.

O Ministério da Educação criou um hotsite (http://www.enem.inep.gov.br) onde os candidatos podem tirar diversas dúvidas acerca da realização das provas, locais, cartões de inscrição, documentos para apresentação, dentre outras informações.

Os estudantes das regiões Norte e Nordeste do Brasil, regiões que não estão sujeitas ao horário de verão, devem ficar bem atentos ao horário de realização das provas. De acordo com o Ministério, os portões serão fechados às 13h no horário de Brasília, recomendando-se que o aluno chegue ao local com uma hora de antecedência. Dessa maneira, a prova nessas regiões deve começar ao meio-dia, e o candidato deve comparecer ao local da prova às 11h para evitar imprevistos.

Documentos
Durante a realização dos exames, os fiscais devem exigir um documento de identificação com foto. Em caso de perda ou extravio, o candidato deve apresentar o boletim de ocorrência datado de até 90 dias antes do primeiro dia de realização do exame. Segundo o MEC, são aceitos apenas os originais dos seguintes documentos:

- Cédula de Identidade ou RG, emitida por Secretarias de Segurança Pública, Forças Armadas, Polícia Militar ou Polícia Federal;

Identidade expedida pelo Ministério das Relações Exteriores para estrangeiros;

- Identificação fornecida por Ordens ou Conselhos de Classe, que por lei tenham validade como documento de identificação;

- Carteira de trabalho e Previdência Social;

- Certificado de Reservista;

- Passaporte;

- Carteira Nacional de Habilitação com foto.

Cartão de inscrição
Uma das dúvidas mais angustiantes de alguns candidatos (principalmente por conta da greve dos Correios) é o recebimento do cartão de confirmação da inscrição, que contém todas as informações necessárias ao candidato, como número da inscrição, data, hora e local. O prazo máximo para o envio, por parte da organização do exame, é o dia 14 de outubro. O cartão também pode ser consultado e impresso na página do Inep.

Material
Esqueça as outras cores, a caneta para fazer a prova do Enem deve ser exclusivamente esferográfica preta feita de material transparente. Se o candidato marcar o cartão-resposta com outra cor, a máquina leitora pode não reconhecer a marcação e anular a prova do aluno, um risco que é desnecessário correr.

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Google deve chegar ao Brasil antes da Amazon com e-books

A estreia do Google deve acontecer entre o fim de 2011 e o começo de 2012, segundo executivos brasileiros que parciparam da Feira do Livro de Frankfurt.

AdNews

Entre os estrangeiros, o Google é o que aparece com mais chances de chegar cedo ao Brasil com e-books. De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo, enquanto Amazon e a canadense Kobo olham com interesse para cá, a gigante de buscas já está de malas prontas.

A estreia do Google deve acontecer entre o fim de 2011 e o começo de 2012, segundo executivos brasileiros que parciparam da Feira do Livro de Frankfurt.

O negócio é mais simples que o da Amazon, porque a varejista precisa tratar da tributação e logística de seus aparelhos para trazê-los a preços competitivos. Além disso, também tem de inaugurar uma loja em português para vender aqui.

O Google, por outro lado, só precisa começar as vendas.

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Cliente oculto reformula portfólio e estratégia das empresas

Ferramenta é utilizada por marcas que procuram proporcionar melhor experiência aos consumidores.

Por Cláudio Martins, Mundo do Marketing

Otimização do atendimento, alterações nos pontos de venda e reformulações no portfólio de produtos são alguns dos resultados que o cliente oculto tem proporcionado às marcas. Apesar de não ser novidade, a ferramenta ganha força a cada dia e é adotada por empresas como Bradesco, McDonald's, HP, Hotéis Transamérica, The Fifties, Studio W e redes de franquias como Quality Lavanderias e Contours, que desejam receber uma opinião isenta e verificar se a experiência dos consumidores está sendo a melhor possível.

O serviço também tem sido procurado por marcas que estão em processo de expansão de pontos de venda e buscam padronizar os processos de atendimento e comunicação com os consumidores, como materiais de promoção. Um dos exemplos no Brasil é a Nike, que contratou o serviço de cliente oculto da agência Vidi Shopper House no começo de 2011. A empresa pretendia avaliar se as Nike Stores do país estão alinhadas às suas parceiras internacionais, seguindo o mesmo padrão de design, postura de atendimento e até a mesma playlist tocada nas unidades.

Outro caso semelhante é o da HP, que procurou a ferramenta no início de 2010, ao expandir sua cadeia de lojas próprias que hoje conta com 35 unidades. "Antes não havia uma padronização, tanto nos pontos de venda como no atendimento que fizesse os consumidores se sentirem dentro de uma HP Store. A partir das avaliações do cliente oculto, novas unidades puderam ser inauguradas com mais uniformidade", diz Marina Crema, sócia diretora da Vidi Shopper House, agência contratada pela HP, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Ferramenta possibilita melhor compreensão no setor de franquias
As companhias do setor de franquias são outras empresas que utilizam o cliente oculto como forma de avaliar os seus franqueados e identificar possíveis problemas. A rede de academias para mulheres Contours já investia na ferramenta de forma autônoma, sem a contratação de uma agência. A avaliação consistia na visita de uma consultora de campo, que verificava os processos realizados na jornada da consumidora ao procurar os serviços da empresa.

"Muitas vezes o fato de não ser um cliente verdadeiramente oculto dificultava a busca dos resultados reais. Por isso passamos a contratar os serviços de uma agência, que pudesse trazer uma opinião de fora da empresa para avaliar nosso atendimento. Um dos grandes desafios no setor de franquia é relatar ao franqueado o seu desempenho e, ao trazer uma avaliação de alguém exterior a estes processos, é mais fácil compreender seus pontos fortes e fracos", acredita Cassiano Ximenes, franqueador Máster da Contours, em entrevista ao portal.

A avaliação, iniciada em janeiro deste ano, durou seis meses e envolvia o tempo de espera no telefone e respostas dos e-mails, as aulas experimentais e a capacidade dos professores de atender a alunas. Em seguida, foi oferecida uma promoção de 15 dias com sessões grátis, criada especialmente para a cliente oculta. Após o término da quinzena, as atendentes da Contours foram testadas na capacidade de converter a possível cliente em aluna da academia, sugerindo o melhor plano para a consumidora. Finalizando este processo, a cliente oculta deixava uma reclamação na caixa de sugestões, com o objetivo de verificar tanto o tempo de resposta como o pós-venda.

Envolvendo colaboradores no processo
Outra franquia que investiu em avaliações por meio do cliente oculto foi a Quality Lavanderias. A empresa iniciou a sua primeira verificação em dezembro de 2010, com a visita de um consumidor que tivesse o perfil de usuário de lavanderias para que os resultados fossem os mais claros e objetivos possíveis.

"Nossa intenção era ter uma visão macro da rede e ao mesmo tempo conhecer as oportunidades de cada franquia. Uma das vantagens da ferramenta é a possibilidade de ter os resultados customizados de acordo com cada loja e tratar de modo mais assertivo os problemas levantados pelo relatório do cliente oculto. Outros beneficiados foram os franqueados que puderam comparar o seu desempenho com o de outros e visualizar a sua posição a nível nacional", relata Letícia André, gerente de Marketing da Quality Lavanderias, em entrevista ao portal.

Com a proposta de repetir a avaliação em 2012 e incentivar os colaboradores a se engajarem, a rede de lavanderias desenvolveu um campanha de Endomarketing. A iniciativa premiará os funcionários com vales-presentes para serem trocados em lojas de departamentos e uma viagem com acompanhante para um destino escolhido pela empresa. Os franqueados que se destacarem na resolução dos problemas indicados pela avaliação do cliente oculto também serão premiados com uma viagem para Buenos Aires.

Mudanças no portfólio de produtos
Outra empresa que se beneficia dos resultados proporcionados pelo cliente oculto é o The Fifties. A rede de fast-food utiliza este método de avaliação há quatro anos e uma das principais mudanças foram as alterações no seu portfólio de produtos. "Os pratos do The Fifties foram criados sob o conceito de 'compartilhar', com porções grandes. A partir das constantes visitas do cliente oculto verificamos a necessidade de vendermos porções menores, mais individualizadas", explica Valéria Duarte, gerente de Operações, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A ferramenta também possibilitou alterações no próprio ponto de venda, como a iluminação que foi ajustada para que os consumidores se sintam mais confortáveis. Já o público infantil passou a ter mais importância a partir das avaliações. A empresa criou combos em porções adequadas para crianças e áreas nas lojas reservadas para o entretenimento dos pequenos. Para engajar os colaboradores, a marca de hamburguerias presenteia os funcionários que se destacam com vale-presentes e convida os familiares dos profissionais para um encontro nos restaurantes.

No caso da rede de cabeleireiros Studio W, o cliente oculto permitiu que a empresa pudesse customizar o atendimento para cada consumidora. "A partir dos resultados das avaliações, desenvolvemos um software que registra as preferências das clientes, desde o profissional predileto a detalhes como o tipo de abordagem que cada consumidora aceita melhor", conta Rosângela Barchetta, sócia diretora do Studio W, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Detalhes que fazem a diferença
A preocupação em proporcionar a melhor estadia para os consumidores é uma constante do setor hoteleiro. Contratando o serviço de cliente oculto há cerca de 10 anos, a rede de hotéis Transamérica pode compreender os detalhes que fazem a diferença na hora de receber um hóspede. Mais do que o atendimento, a sinalização correta nos estacionamentos e crachás de funcionários, além da proatividade dos colaboradores foram pontos que ganharam relevância nas últimas avaliações do cliente oculto.

"Nossos hotéis são voltados para o público executivo e têm a característica de receber muitos eventos. Além da verificação anual do cliente oculto, enviamos o profissional para outros estabelecimentos concorrentes, com o mesmo questionário, para avaliar a nossa posição no mercado", ressalta Charles Giudici, gerente geral Operacional do Hotel Transamérica de São Paulo, em entrevista ao portal.

As mudanças não envolvem apenas a sinalização ou o atendimento. As alterações envolvem desde os serviços como lavanderia e opções da carta de vinho do hotel, até a disposição dos móveis nos quartos, que não passam despercebidas pelo cliente oculto. "Para o nosso target, estes pequenos detalhes do dia a dia é que fazem a maior diferença", declara Giudici.

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Profissionais com mais de 50 anos podem contribuir com as organizações

Apesar do preconceito, empresas nacionais têm apostado no conhecimento desses profissionais para atender seus clientes.

Infomoney

Os trabalhadores com mais de 50 anos estão sendo cada vez mais valorizados pelas empresas brasileiras. Ao que parece, as mesmas têm apostado não apenas no conhecimento de tais colaboradores, mas na experiência destes profissionais. E ao contrário do que possam imaginar, as razões para requisitá-los costumam ir além do imaginado.

Além de serem conhecidos por sua cordialidade, paciência e pelo bom relacionamento interpessoal, os profissionais desta faixa etária são habilidosos no trato com os clientes em geral.

“As empresas, principalmente as de consumo em massa, estão começando a compor seu quadro de funcionários espelhando-se em seus clientes”, informa o diretor geral da Ricardo Xavier Recursos Humanos, João Xavier.

Em outras palavras, isso significa que as companhias estão procurando formar suas equipes baseadas no perfil de seus consumidores, que estão se tornando mais velhos também. “O Brasil está envelhecendo e os consumidores serão cada vez mais idosos”, diz Xavier.

Driblando o preconceito
Apesar do preconceito ainda existir, afinal, nem todas as empresas costumam ser favoráveis à contratação de profissionais com mais de 50 anos, a expectativa é que o mercado continue a contratar estes colaboradores nos próximos anos.

“As empresas estão tendo um excelente retorno deste tipo de contratação. A geração Y está percebendo suas falhas na liderança e tem recorrido cada vez mais à experiência dos sêniores”, acredita a vice-presidente da ABRH-Nacional (Associação Brasileira de Recursos Humanos), Elaine Saad.

Para ela, os profissionais dessa faixa etária agregam valor de uma forma madura e equilibrada, além de auxiliar o desenvolvimento das gerações mais jovens nas organizações.

Mercado em evidência
Já do lado profissional, as evidências apontam que muitos dos trabalhadores com mais de 50 anos acabam retornando ao mercado por uma necessidade financeira. Ao que parece, os mesmos estão em busca de um complemento de sua aposentadoria, renda familiar ou em busca de novos bens ou serviços.

Entre os mercados, o de engenharia civil e o de óleo e gás, são os que mais se destacam no momento. “São áreas que estão palpitantes no mercado nacional, seja pelo volume de investimentos ou pelo volume de vagas que fechamos em relação à outros setores. Tratam-se de dois pólos no Brasil”, diz a gerente de engenharia da Michael Page, Thaís Pegoraro.

De acordo com a profissional, que atende o segmento de engenharia no Rio de Janeiro, o mercado tem preferido os mais velhos justamente pela experiência de tais trabalhadores. “Os recém-formados ou com alguma experiência são pouco experimentados. O mercado percebeu que o valor da mão de obra do idoso é alto porque ele trabalhou muito e pode trazer uma margem de erro menor. Eu tenho feito muitas contratações para obras, por exemplo, de profissionais acima dos 50 anos”, diz Thaís.

Consultores
Nesse sentido, os consultores têm se beneficiado, afinal, são eles os mais requisitados pelas companhias para atuar como contratados nas organizações.

“As empresas menores têm uma necessidade de conhecimento muito grande e o custo normalmente pago para uma consultoria costuma ser dez vezes mais alto do que o valor pago na contratação de um profissional especializado. Por isso, para uma empresa, é mais vantajoso ter uma pessoa como consultor permanente, com os direitos e obrigações de um funcionário”, explica o administrador de empresas, Omar Ferreira, de 54 anos.

O empresário, que atua no mercado de varejo, garante ainda que as empresas estão em busca de talentos. “As pessoas de hoje foram preparadas para seguir o protocolo e não para fazer diferente. No passado o talento era importante. Hoje, é isso o que as empresas estão procurando”, diz Ferreira.

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iPhone 5, último projeto de Jobs, deve chegar em 2012

Um analista ouvido pela reportagem afirma que o novo gadget deve se tornar um "clássico cult" em virtude do contexto em que ele nasceu e por ter sido o último grande projeto de Jobs.

AdNews

Segundo o site CNET o iPhone 5 foi o último projeto criado por Steve Jobs, morto em 5 de outubro, e será lançado em 2012. De acordo com o site, o ex-chefão da Apple trabalhou do conceito inicial ao design final para concluir o projeto que ainda está por vir.

O CNET especula que a evolução do iPhone trará um design totalmente diferente, sendo mais fino e com tela mais larga. Também terá conxeão LTE. Um analista ouvido pela reportagem afirma que o novo gadget deve se tornar um "clássico cult" em virtude do contexto em que ele nasceu e por ter sido o último grande projeto de Jobs. As informações são do portal Terra.

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Você é avestruz, galinha ou águia?

O consultor em estratégia Ricardo Neves abriu a ExpoVendaMais 2011 falando sobre os caminhos necessários para chegar ao futuro desejável.

Por Evelise Toporoski, da ExpoVendaMais especial para o www.administradores.com.br

Você tem celular? Foi com essa pergunta, aparentemente banal, que Ricardo Neves começou hoje sua apresentação na primeira palestra da ExpoVendaMais 2011.

Há dez anos, essa pergunta faria sentido, pois a popularização do aparelho não era tão grande como atualmente. Por isso, a segunda pergunta de Ricardo para quem acompanhava sua apresentação foi sobre quem ali tinha um tablet. Com um sistema de votação eletrônica em que o resultado sai instantaneamente, 20% da plateia respondeu que possuía o aparelho.

As mudanças são rápidas e, para esta década, prometem ser ainda mais velozes. As empresas ou mesmo as pessoas podem ter três tipos de atitudes, semelhantes a estas aves:

- avestruz: enterra a cabeça embaixo da terra e resiste às mudanças;
- galinha: não ousa, segue o fluxo. Como dizem, de grão em grão, ela enche o papo, mas, infelizmente, uma hora vai para a panela.
- águia: ousada, muda a rota de voo sempre que for necessário, para se adaptar às mudanças.

Algumas empresas já passaram por esse processo de transformação, como a indústria fotográfica. Quem se adaptou e abriu as portas para o processo digital não ficou pelo caminho. Ao surgir uma inovação, uma ruptura de antigos processos, há, também, os processos de decadência, estagnação ou ascensão.

Segundo Ricardo Neves, nesta próxima década, os países que adaptarem suas políticas públicas à contenção de impostos, à transparência e à qualidade de serviços prestados serão chamados de "Governo 2.0". Caso ajam de forma diversa, terão sérias crises, como as vividas por alguns países europeus atualmente.

Outro desafio a ser encarado até 2020 é o da sustentabilidade. Buscar métodos de expelir menos CO² pode ser o caminho. Neves apresentou o exemplo da Alemanha, país que tem a meta de, até 2021, zerar a utilização de energia nuclear, apostando principalmente na energia solar.

A gestão de conhecimento também fará muita diferença nas empresas que investirem nisso nos próximos anos. Quem recrutar e reter bons "cérebros", que gostam de inovar, como o de Steve Jobs, terá um grande diferencial nos próximos anos. Além dos setores da economia sobre os quais aprendemos desde os tempos de escola (terciário, secundário e primário), outros dois já surgiram graças a essa valorização do capital humano: o quinário, que é o da criatividade e propriedade intelectual, e o quaternário, que gerencia, principalmente, banco de dados.

Para que sua empresa cresça nesta década promissora, seguem três dicas de Ricardo Neves:
Pense fora da caixa: ouça opiniões diferentes, mesmo que elas pareçam loucas, celebre a diversidade.
Inove: se ficar repetindo as fórmulas do passado, você pode se estagnar, procure novas formas de se tornar um campeão.
Ouse: mesmo que isso represente ter de dizer para o chefe que ele está errado, a empresa pode crescer com sua atitude.

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Mercado em expansão: e-commerce cresce 30% em 2011

Somente este ano, 4 milhões de internautas consumidores fizeram sua primeira compra pela internet.

Por Arnaldo Korn, www.administradores.com.br

As compras pela internet passam a ter suma importância na vida do consumidor moderno e crescem a cada ano que se segue. A estimativa mais pessimista do mercado é que o comércio eletrônico fature algo em torno de R$ 19 bilhões em 2011, contra os R$ 14,8 bilhões registrados em 2010. Os dados são da Empresa de Inteligência e Comércio eletrônico (Ebit) que durante um evento promovido pela Fecomercio, em São Paulo, constatou que os líderes de vendas na internet são os eletrodomésticos, seguido pelas áreas da informática, saúde, beleza, medicamentos, livros, assinaturas de revistas e eletrônicos.

O comércio evoluiu do mascate ou vendedor viajante para o internauta. Hoje a venda sem internet é cada vez mais desatualizada, ultrapassada e até mesmo inacreditável. A loja que não se foca na vida virtual perde autenticidade, identidade e muitas vezes credibilidade, perante a pessoa que procura na web e não encontra resultados. É fácil desconfiarem de uma empresa sem endereço online, pois antes de fechar qualquer negócio se tornou praxe a consulta na internet. Hoje o e-commerce virou símbolo de modernidade, um negócio que visa sempre o futuro e não se mantém parado. É sinônimo de empresa que busca desenvolvimento e investimentos.

O Brasil é o 5º maior país com número de usuários navegando na web, cerca de 81 milhões. Somente este ano, 4 milhões de internautas consumidores fizeram sua primeira compra pela internet, sendo 2,4 milhões da classe C. Na maioria das vezes, os produtos são mais baratos, com a mesma qualidade da loja física e ainda conta com a comodidade de não sair de casa. É necessário que o empresário entre no jogo do e-commerce para não perder o cliente que o está buscando. É inaceitável, dando um pequeno exemplo, o consumidor ter que procurar o campo de busca do site, pois ela deve estar em ótima localização e em destaque.

Mas há, entre essas regras, mais algumas que devem ser levadas em consideração, tal como o respeito ao cliente-internauta, e não subestimar a sua inteligência. A loja virtual responsável pelas suas redes sociais se tornam "vítimas" destas próprias ferramentas quando o consumidor as usa para demonstrar a revolta com o produto e o atendimento online. Só sobreviverá no e-commerce o empresário que entende como usar a velocidade da internet para satisfazer e ganhar a confiança do internauta.

A Fecomercio ressaltou ainda que a satisfação destes consumidores virtuais é, de uma forma geral, muito grande e está relacionada ao prazo de entrega do produto, principalmente no período do final do ano. A preocupação reside no aumento da demanda, sugerindo que o internauta antecipe sua compra e não deixe para a última hora, ainda mais aqueles que não moram em grandes centros urbanos e comerciais.

Por isso, há uma necessidade iminente de que as empresas atentam ao planejamento comercial e logística, adequando sua capacidade de absorver esta demanda do mercado que cresce exponencialmente. O motivo, tanto para o grande sucesso como para o rápido fracasso, consiste na preparação do empresário bem assessorado e pronto para enfrentar esta Revolução Comercial. O comércio eletrônico é uma realidade mundial que foge a qualquer regra do mercado já vista até o momento.

A mentalidade do comerciante "à moda antiga" não cabe a esta nova modalidade comercial. Nasce uma nova espécie de ser humano, o "Homo Web", consequentemente, sobreviverá o "Web Empresário". Boa Web compras a todos!

Arnaldo Korn é diretor presidente do portal Pagamento Já (pagamentoja.com.br)

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O que realmente pode mudar com o Windows 8

Claramente, a Microsoft pretende fazer com que os usuários guardem suas informações na nuvem e, muito em breve, bastará você efetuar logon em uma máquina com este sistema e ela já estará inteiramente personalizada ao seu gosto.

Por Redação, www.administradores.com.br

Não sei se posso mais me considerar um "hard user". Parece que hoje esta expressão denomina melhor essa geração que utiliza o computador para acordar, dormir e todo o resto, do que aqueles que são entusiastas e utilizam o PC como ferramenta de trabalho.

Não é nenhuma novidade que a tecnologia está cada vez mais complexa para os experientes e extremamente clara e linear para os novatos. A verdade é que a velocidade com que as tecnologias estão evoluindo está muito mais rápida do que já imaginávamos que poderia ficar.

A Microsoft liberou a pouco uma versão chamada "Development preview" (ou versão do desenvolvedor) de seu poderoso sistema operacional Windows 8. Não entendi ao certo o motivo para criação desta expectativa no usuário final.

Anteriormente, quando os usuários tinham acesso a uma versão "Beta" ou de testes, era selecionado um público restrito e não saiam por aí distribuindo cópias para obter milhares de opiniões que não poderiam ser processadas. Principalmente neste momento em que acabaram de anunciar que finalmente o número de usuários do Windows 7 acabou de superar os de Windows XP.

Se isso vai incentivar os usuários a adotarem o Windows 7 ou esperar a nova versão do Windows 8, não sei dizer, mas que as esperanças para continuidade do Windows 7 acabam por aqui acabam. Mas como disse o presidente da divisão do Windows e Windows Live, Steven Sinofsky, na Microsoft eles não ficam apenas empolgados, eles ficam superempolgados.

Embarcando nesta empolgação, e aproveitando os grandes benefícios da virtualização, consegui fazer a instalação do Windows 8. Em poucos minutos, e antes mesmo de pedir qualquer configuração adicional, o sistema mostra uma interface para você fazer logon em uma conta do Windows Live e, a partir daí, já coloca sua foto no perfil de logon do usuário.

Claramente, a Microsoft pretende fazer com que os usuários guardem suas informações na nuvem e, muito em breve, bastará você efetuar logon em uma máquina com este sistema e ela já estará inteiramente personalizada ao seu gosto, com suas preferências de cores, papel de parede, músicas, filmes, atalhos, discos virtuais etc.

Mas a grande novidade está na mudança radical do famoso botão Iniciar, que, pela primeira vez, ao ser clicado não listará em um menu lateral os programas que você tem instalados e sim trará a tona a nova interface denominada METRO. Assim, ao efetuar logon, esta tela já vem preenchida com uma série de molduras lado a lado, com diferentes desenhos e tamanhos, algumas até dinâmicas, trazendo informações variadas. Parece uma cortina que sobrepõe ao antigo desktop, onde ficavam pairando os ícones.

Essa mudança é importantíssima para o Windows neste momento, já que o sistema deverá funcionar em desktops, tablets e celulares, e a Microsoft está perdendo significativamente para a Apple e para o Google, com os sistemas iOS e Android, e é aqui que está o grande motivo para não perderem tempo em lançar o Windows 8.

O sistema parece ter incorporado uma interface dos novos videogames que entendem apenas os gestos das mãos e movimentos corporais, e está completamente preparado para funcionar apenas com o toque dos dedos. Os próprios desenvolvedores afirmam que depois de passar pela experiência de manusear o sistema via "touch screen" o usuário não vai mais gostar de utilizar mouse e teclado.

A verdade é que ainda é muito cedo para dizer sobre os rumos que esta versão irá tomar, apesar das mudanças significativas nos aplicativos de base, como Internet Explorer 10, acesso remoto e virtualização com hyper-V. Sabemos que a Microsoft sabe distinguir o mercado corporativo do usuário doméstico e algumas versões serão formatadas para cada tipo de usuário, resta mesmo saber se empolgação dos desenvolvedores de aplicativos para esta plataforma irá saciar o enorme apetite com que andam os usuários.

Humberto A. Izabela - possui 20 anos de experiência na área de tecnologia da informação, sendo dez deles focados na informatização de pequena e médias empresas. Criador do software Empresário, trabalhou na informatização, consultoria e suporte para mais de 30 mil empresas junto com o SEBRAE-SP, MG e PR e também com a Federação do Comércio de São Paulo. Atualmente, é diretor da Promisys Soluções em Informática – produtora do Software de gestão ERP EASINESS é também Especialistas para pequenas e médias empresas pela Microsoft e Silver Solution Advisor pela Citrix.

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"Atendimento" de lavanderia pelo Facebook no RS vira gafe viral nas redes sociais

Caso da Ecolave Lavanderia já está repercutindo na rede social e no Twitter.

Por Redação, www.administradores.com.br

Era só a reclamação de uma cliente insatisfeita com o fato de uma lavanderia, no interior do Rio Grande Sul, não lhe dar um desconto. Mas a reação nada amigável do responsável pelo gerenciamento do perfil da empresa no Facebook complicou tudo. E – como diz a máxima dos gestores de mídias sociais – ali, falou está falado.

Com uma mensagem no perfil da Ecolave Lavanderia, a estudante Lívia Leitão reclamou do fato de a empresa não dar o desconto que ela queria na lavagem. A resposta você pode ver no print que a própria cliente deu e divulgou em seu perfil (imagem abaixo).

No próprio Facebook, vários usuários estão comentando sobre a gafe, que já se espalhou para o Twitter e não deve demorar para entrar na lista dos assuntos mais comentados.

Buscamos no Facebook a página da Ecolave, mas o único resultado leva a uma página sem informações, que – inclusive – já está sendo bombardeada por críticas de internautas.

Ligamos para o número da empresa que aparece no print divulgado pela cliente e quem nos atendeu disse não ter conhecimento do ocorrido e que a empresa não tem página na rede social.

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Pesquisa aponta crescimento nas atividades de malwares nas redes sociais

De acordo com estudo encomendado pela Websense, cresce também o uso das redes sociais dentro das empresas, mas poucas possuem ferramentas para proteção do conteúdo em tempo real.

Por Redação Administradores, www.administradores.com.br

Programas maliciosos destinados a corromper arquivos e derrubar redes de computador podem estar atuando nas máquinas de sua empresa neste momento. Segundo uma pesquisa recente encomendada pela Websense e realizada pelo Instituto Ponemon, os sistemas corporativos estão se tornando mais vulneráveis por conta de práticas não-seguras na utilização de mídias sociais. E, acredite, ferramentas tradicionais para bloquear o acesso a determinados sites da web podem não ser suficientes para deter a ação dos malwares.

Os resultados revelam uma falha perigosa na segurança corporativa em relação ao uso de ferramentas de mídia social entre funcionários. Dos mais de quatro mil participantes da pesquisa, 63% disseram que, no ambiente de trabalho, as redes sociais representam um risco de segurança, mas apenas 29% acreditam que possuem as ferramentas de segurança necessárias para se protegerem. Mais de 50% dos participantes apontaram um aumento de malware em função da mídia social.

"A web social é dinâmica e exige um sistema de segurança além das tecnologias de rede baseadas em assinaturas e políticas rígidas (como antivírus e firewalls) que, embora necessárias, não são suficientes. Basta imaginarmos, por exemplo, um novo link publicado em uma rede social popular direcionando o usuário a um site que acionará um "plug-in" do navegador, baixará ou encaminhará um programa para roubar dados através de um script ativo oculto. As empresas precisam de uma tecnologia de segurança capaz de analisar os links no momento em que aparecerem, porque o caminho do link é novo e não apresenta uma assinatura ou conteúdo conhecido", informa o comunicado divulgado à imprensa.

É consenso geral que as redes sociais representam uma grande oportunidade comercial para colaborar, reduzir custos e criar processos mais eficientes. As empresas, porém, acreditam que a produtividade caiu e a largura da banda de TI também foi afetada em função das redes sociais. Por outro lado, empresas que bloqueiam os sites de mídia social correm o risco de perder competitividade.

No Brasil
Apesar de a maioria concordar com o potencial das mídias sociais como feramenta para os negócios, 67% dos participantes acreditam que o seu uso pelos funcionários, no local de trabalho, representa uma grande ameaça à empresa. Em contrapartida, Apenas 21% disseram acreditar ter os controles necessários para eliminar ou reduzir os riscos das redes sociais.

A menor produtividade e o aumento no consumo de banda são as duas piores consequências do uso da mídia social no ambiente de trabalho, de acordo com 84% e 75% dos participantes, respectivamente. 69% se preocupam com a perda de informações confidenciais ou com a violação das políticas de confidencialidade, e 57% acreditam que o uso mais amplo da mídia social deve aumentar os ataques de vírus ou malware.

De acordo com 58% dos entrevistados, as infecções por vírus e malware estão aumentando devido ao uso das redes sociais, e 18% não têm certeza. As tecnologias que os participantes consideraram mais importantes para reduzir ou eliminar as ameaças das redes sociais incluem o Gateway Web Seguro, sistemas antivírus/antimalware e soluções de segurança para endpoints.

No local de trabalho, a mídia social é principalmente usada para fins não corporativos. 61% dos participantes dizem que os funcionários passam mais de 30 minutos por dia em atividades não corporativas realizadas em mídias sociais. Por outro lado, 43% acreditam que os funcionários passam mais de 30 minutos por dia usando a mídia social para fins corporativos.

Metodologia
Para a pesquisa, foram entrevistados 4.640 profissionais de TI e de segurança de TI de empresas localizadas na Alemanha, Austrália, Brasil, Canadá, Estados Unidos, França, Hong Kong, Índia, Itália, México, Reino Unido e Singapura, todos com uma média de dez anos de experiência no mercado, 54% com nível de supervisor ou maior, e 42% de empresas com mais de cinco mil funcionários.

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Administradores firma parceria com Brasil20 e inicia série Jovens Empreendedores

Abrindo a série, Jonny Ken, fundador do Migre.me, conta como começou a empreender, destaca a importância de se tomar iniciativas e mostra como valeu a pena investir em suas ideias.

Por Redação, www.administradores.com.br

Desde a última quinta-feira (13), o público do Administradores.com.br poderá conferir a série Jovens Empreendedores. Através de uma parceria com o portal Brasil20.org, promovido pela FIAP, traremos semanalmente a história de um empreendedor brasileiro contada por ele mesmo.

Abrindo a série, Jonny Ken, fundador do Migre.me, conta como começou a empreender, destaca a importância de se tomar iniciativas e mostra como valeu a pena investir em suas ideias.

Veja a história de Jonny Ken

Brasil20.org
O Brasil20.org é um projeto promovido pela FIAP e desenvolvido pela Zinga que tem como objetivo promover a cultura empreendedora por meio do exemplo. O portal reúne histórias de vários empreendedores brasileiros, dos mais variados segmentos, contadas por eles próprios, destacando de forma muito pessoal e próxima suas experiências.

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Série Jovens Empreendedores: Jonny Ken, fundador do Migre.me

"Escrever um blog era uma maneira de continuar ensinando".

Brasil20.org

Sempre me chamam para falar sobre empreendedorismo. Mas as pessoas acabam se assustando quando eu digo que nunca pensei em ser empreendedor. Meus pais tinham uma loja e trabalhavam 12 horas por dia e mesmo tendo 5 anos percebia que faziam isso para que os filhos não tivessem que passar pelo mesmo. Por causa disso sempre pensei em trabalhar em algum lugar e ir crescendo aos poucos.

Escolhi estudar biologia porque queria ser professor. Só que quando entrei na faculdade (1995) ganhei meu primeiro computador. Meses depois já estava trabalhando como técnico de informática e em 2000 aprendi a programar! Por causa da biologia entrei em uma empresa que trabalhava com chips RFID para animais, mas a informática falou mais alto acabei indo trabalhar na parte de redes. Fiquei lá por uns 6 anos.

No final de 2007, resolvi comprar um smartphone e numa busca pelo Google acabei caindo no site da Garota sem fio. Sempre imaginei os blogs como um "diário virtual pessoal", mas quando vi que ela usava a ferramenta "blog" para escrever sobre tecnologia, pensei que eu poderia fazer o mesmo. Escrever um blog era uma maneira de continuar ensinando, já que havia parado de dar aulas de informática e ciências. Comecei a escrever o Infopod em 2008 e por causa dele acabei conhecendo os principais blogueiros brasileiros das mais diversas áreas.

Essa é minha historia pré-empreendedora. Por causa dos blogs, resolvi também começar a programar ferramentas voltadas para as mídias sociais. Em 2009, durante a segunda edição da Campus Party, a moda era uma brincadeira chamada Rick Roll – inventar uma notícia totalmente fantasiosa e publicar ela no twitter, linkando um clipe no You Tube. Como a quantidade de mensagens falsas era gigantesca, resolvi organizar um campeonato e, para isso, precisava de uma ferramenta que contabilizasse os cliques dos usuários. Como não encontrei nenhuma gratuita, resolvi criar a minha. Em 30 minutos o concurso entrou no ar e foi um sucesso. Na semana seguinte encontrei com o um amigo meu, o Alexandre Fugita. Ele era um dos jurados do Campus Lab – evento dentro da Campus Party voltado para novas startups – e perguntei quais os projetos mais interessantes. Todos os projetos comentados por ele eram relativamente simples. Achei interessante e pensei que seguindo esses moldes, eu também seria capaz de criar uma startup. Apostei brincando com o Fugita que criaria uma nova startup em 24 horas, refazendo o contabilizador de cliques utilizado no campeonato de Rick Roll, só que para usar de maneira comercial.

Mas tudo mudou durante a programação. Imaginei que a grande maioria das pessoas que utilizariam minha ferramenta seriam os usuários do twitter. Se eles tuitassem seus links interessantes usando a minha ferramenta, eu teria como contabilizar o número de cliques e usar isso como filtro, afinal se um link for bastante clicado, é sinal que ele é interessante. Depois pensei um pouco mais além – se um link fosse bastante retuitado (repassado para frente), é sinal que ele provavelmente fosse mais interessante ainda. Com os dados de cliques e retuites, eu poderia criar uma página com o ranking do dia, mostrando os links mais interessantes! Depois de diversas tentativas de encontrar um domínio de internet livre, acabei batizando a ferramenta de Migre.me.

No dia do lançamento da versão de testes pedi para diversos amigos blogueiros tuitarem seus links interessantes usando o Migre.me. O site explodiu no mesmo dia e acabou ganhando bastante repercussão na internet. Aos poucos foi ganhando mais e mais adeptos até o dia que o Marcelo Tas usou a ferramenta pela primeira vez. Foi ai que vi que o Migre.me tinha potencial. Lancei o site no dia 2 de fevereiro de 2009 e em menos de 3 meses já havia saído no Zero Horas, Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, Revista Info e até na MTV. Tudo foi tão rápido que em um ano eu criei a ferramenta, fui chamado para uma sociedade, abrimos uma empresa, conseguimos investidor e no final sai da empresa e comecei a tocar o migre.me sozinho. Acredito que esta parte tem sido a fase mais difícil já que tenho que trabalhar em áreas que não são meu forte, como marketing, vendas, etc.

Mas a grande vantagem é que estou aprendendo todos os lados de uma empresa! E, o mais importante: Valorizando cada centavo que entra no caixa da empresa! Acredito que somente assim os donos das empresas acabam valorizando ainda mais o trabalho.

Idade: 34
Projetos: Migre.me | Kindim | Infopod
A série Jovens Empreendedores é uma parceria do Administradores.com.br com o projetoBrasil20.org, apoiado pela FIAP, que reune histórias de vários empreendedores do país com o objetivo de inspirar novas iniciativas apresentando exemplos inovadores. Para ver outras histórias, acesse o Brasil20.org.
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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Google prepara loja para vender MP3

O serviço deve ser ligado ao Music Beta, lançado em maio e que serve para hospedagem de mídia na nuvem.

AdNews

O Google planeja uma nova investida no mercado musical. Em algumas semanas, a gigante de buscas pode disponibilizar sua própria loja de MP3.

O serviço deve ser ligado ao Music Beta, lançado em maio e que serve para hospedagem de mídia na nuvem. Depois de colocar o arquivo no Music, o internauta pode acessar via streaming de qualquer lugar, inclusive com uso de aplicações móveis.

Vários executivos de grandes gravadoras confirmaram ao The New York Times que o Google tem negociado com suas companhias.

Segundo o jornal americano, o mais provável é que o serviço estreie antes do iTunes Match, que foi apresentado em junho pela Apple e deve começar a funcionar até o final de outubro.

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Ministro quer despertar interesse por carreira de cientista entre crianças e adolescentes

Ele recomendou aos pais que estimulem os filhos a estudar, que participem da rotina escolar e que levem as crianças e os adolescentes à 8ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.

Por Gilberto Costa, Agência Brasil

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, disse na última sexta-feira (14) que é preciso incentivar o interesse pela carreira de cientista entre crianças e adolescentes brasileiros. "Eu não tenho nada contra isto", acrescentou Mercadante ao se referir às atividades como de modelo, participante de reality show, jogador de futebol ou integrante de grupo de pagode. "Quem estuda na vida escolhe o que vai ser depois. Não vai ser escolhido", destacou ele durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da EBC Serviços e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

O ministro recomendou aos pais que estimulem os filhos a estudar, que participem da rotina escolar e que levem as crianças e os adolescentes à 8ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, entre os dias 17 e 23, no canteiro central da Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

Segundo Mercadante, essa é uma oportunidade para despertar interesse de crianças e adolescentes por assuntos científicos. A quem visitar a mostra de ciência, o ministro promete um "passeio pelo futuro". A organização da feira prevê a participação de 642 instituições (de 429 cidades) e a promoção de quase 9,5 mil atividades.

Em destaque, estão as atividades ligadas à mudança climática, aos desastres naturais, e à prevenção de risco, tema central da semana. "Queremos envolver as escolas nesse trabalho para compreender que o clima está alterando [nossa rotina]", disse o ministro durante o programa, ao explicar que o envolvimento dos estudantes favorece no futuro uma "cultura de prevenção", necessária ao país.

Além das mudanças climáticas, a 8ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia quer chamar a atenção para a importância da química para o bem-estar da humanidade. Conforme recomendação das Nações Unidas, 2011 é o Ano Internacional de Química.

A Sociedade Brasileira de Química e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação estão distribuindo 25 milkits (com soluções químicas, recipientes e medidores) a alunos do ensino médio e dos anos finais do ensino fundamental de escolas públicas. A ideia é que eles coletem amostra de água de fontes naturais, meçam a contaminação da água (por meio da acidez verificada no PH) e lancem dados no portal quint.sbq.org.br/qni.

As informações consolidados farão parte do banco de dados virtual Global Experiment Database, criado pela União Internacional de Química Pura e Aplicada e pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura.

Hoje (17), no Morro do Alemão, na zona norte no Rio de Janeiro, Aloizio Mercadante se encontra com o cientista Martin Chalfie, ganhador do Prêmio Nobel de Química em 2008, para lançar a campanha de coleta de amostras de água.

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Amazontech 2011 deve receber 35 mil visitantes

Programação vai contar com 355 atividades durante os cinco dias de evento.

Por Alessandra Bacelar e Adriano Fonseca

Começa amanhã (18) o Amazontech 2011, evento que tem como objetivo estimular o desenvolvimento de pequenos negócios sustentáveis da Amazônia. Até o momento, o Sebrae em Tocantins já contabiliza 355 atividades nos cinco dias de evento. A expectativa da organização é receber mais de 35 mil visitantes - estão confirmadas as presenças de 54 caravanas, cada uma com uma média de 35 donos de microempresas.

Na programação são previstas palestras, clínicas, oficinas, cursos, mesas redondas, fóruns, seminários, workshops, encontros, congressos e seminários ligados ao agronegócio, comércio, indústria, serviços, tecnologia, cultura e turismo. O evento conta ainda com Rodadas de Negócios - uma chance de encurtar a distância entre grandes e pequenas empresas - e a Rodada de Projetos, oportunidade para estudiosos e pesquisadores conseguirem crédito para colocar ideias em prática, com apoio de financiamentos.

Nomes conhecidos do público devem conduzir as principais palestras do Amazontech, entre eles: o astronauta brasileiro Marcos Pontes, o jornalista e diretor de redação da Envolverde, Dal Marcondes, e a senadora Kátia Abreu, presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

Para o superintendente do Sebrae em Tocantins, Paulo Massuia, o evento vai proporcionar aos empresários conhecimentos com foco em inovação e tecnologia. "Em um único ambiente os visitantes terão acesso a uma série de instituições de pesquisa, financiadoras, instituições especializadas em consultoria e capacitação empresarial, além de empresas expositoras".

A organização do Amazontech 2011 está articulando também a participação de estudantes da rede pública e privada. Para a analista do Sebrae, Juliana Leal, "a ideia é que os alunos tenham acesso a um mundo de inovações, tecnologias e informações que, às vezes, só conhecem nas páginas dos livros ou na internet".

As inscrições para o Amazontech 2011 são gratuitas e podem ser feitas no site.

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Wal-Mart anuncia parceria com o Facebook

Parceria consiste em uma página chamada My Local Wal-Mart, onde a companhia poderá acompanhar a movimentação em cerca de 3.500 estabelecimentos.

Por Redação Administradores, www.administradores.com.br

A rede varejista Wal-Mart e o Facebook anunciaram na manhã desta terça-feira (11) uma parceria para aumentar a presença da primeira nas redes sociais e conectar os internautas às suas lojas físicas.

A parceria consiste em uma página chamada My Local Wal-Mart, onde a companhia poderá acompanhar a movimentação em cerca de 3.500 estabelecimentos. Dessa forma, clientes locais poderão receber ofertas e descontos através da rede social.

Apenas os clientes que "curtirem" a página da companhia no Facebook irão receber as informações, inicialmente até duas por semana a partir da loja física mais próxima. Os clientes também devem se inscrever na nova página do Wal-Mart.

Com informações da Agência Reuters.

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Como você se relaciona com o tempo?

Conhecer e adotar uma visão do tempo correta pode ajudá-lo a ser mais produtivo e a atingir seus objetivos. Não se trata somente de gerenciar melhor o tempo, mas de desenvolver sua percepção temporal.

Por Daniel Rodrigo Bastreghi, www.administradores.com.br

As pessoas são guiadas e movidas pelas suas emoções. A inteligência racional, lógica e sensata comumente atua, na verdade, como ferramenta subordinada às "causas do coração", servindo meramente para planejar e justificar comportamentos e escolhas. Como disse Dale Carnegie, somos seres essencialmente emocionais. Por esta razão, técnicas e apelos racionais não geram mudanças de comportamento. O lado emocional busca o prazer imediato e a fuga da dor, enquanto nossa razão sabe que algumas coisas chatas e desagradáveis precisam de atenção.

Como exemplo disso, citemos o tabagismo. Fumantes não deixam o hábito apesar dos avisos e argumentos bastante coerentes e racionais dos médicos e do governo, pois o cigarro proporciona um alívio de tensão, pelo efeito da nicotina, por permitir uma ausência rápida e justificável do trabalho ou por dar ao fumante tímido um lugar para colocar as mãos. Além disso, o cigarro ainda provê ao fumante certo status, principalmente entre adolescentes. Com tantos benefícios emocionais, fica difícil promover uma mudança comportamental por meio da racionalização. Geralmente, os fumantes somente abandonam o vício quando mais maduros. Amadurecer é melhorar a compreensão de si mesmo, permitindo ao indivíduo encontrar meios mais inteligentes de lidar com suas emoções. Somente isso é capaz de transformar comportamentos.

Pelo mesmo motivo, as técnicas de gerenciamento do tempo falham, pois definem métodos racionais para lidar com um problema tipicamente emocional: a falta de disciplina. No começo, as técnicas são seguidas à risca, mas poucos dias depois, as vaidades e instabilidades do coração assumem o comando novamente, acabando com qualquer disciplina.

Bem, se quisermos lidar melhor com tais vaidades, devemos amadurecer nossa visão do tempo, assim como no caso do tabagismo. Quero dizer que sua relação com o tempo é passível de análise, reflexão e amadurecimento, sendo possível desenvolver sua percepção e encontrar formas diferentes e mais saudáveis de se relacionar com ele.

Cada indivíduo percebe o tempo de forma diferente, dando importância para perspectivas temporais distintas. Philip G. Zimbardo, professor de psicologia da universidade de Stanford e autor do livro "O Paradoxo do Tempo", identificou padrões na forma como nos relacionamos com o tempo.

Se as pessoas fazem escolhas baseadas na perspectiva temporal predominante em suas psiques e tais escolhas seguem padrões, então a forma como um indivíduo encara o tempo pode revelar muito sobre ele. Uma pessoa que valoriza o futuro, geralmente prioriza os estudos e o trabalho, mas deixa de se divertir e usufruir do único tempo que de fato existe, o presente. Orientados para o futuro podem cometer o erro de sacrificar família, amigos e até o sexo para atingir o sucesso.

Os que valorizam as memórias positivas do passado, procuram manter tradições, rever fotografias, reunir a família e cultivar um sentimento de nostalgia. As memórias positivas servem de alicerce para a auto-estima. Entretanto, se predominam memórias negativas sobre o passado, o comportamento seria evitar tais memórias ou passar longos períodos em devaneios, recriando as situações negativas.

As perspectivas temporais são as formas como interpretamos o tempo. Aprendemos e moldamos nossa perspectiva através da influência dos pais e da sociedade. Pesquisas mostram que famílias das classes média e alta têm uma visão predominantemente futurista, enquanto famílias pobres valorizam o presente. Sociedades instáveis, afetadas por guerras ou crises financeiras, também tendem a desenvolver a valorização do presente. A valorização do presente é a conseqüência natural do futuro incerto e da luta pela sobrevivência no hoje. Já a valorização do futuro é conseqüência da estabilidade, da segurança e das promessas de vantagens maiores, obtidas através do tempo.

Obviamente, não temos somente uma perspectiva temporal, mas um conjunto delas, onde algumas se sobressaem. Contudo, poucas pessoas têm consciência de qual perspectiva predomina em seu comportamento, gerando problemas em diversas áreas de suas vidas. Tornar-se consciente do próprio comportamento é o primeiro passo para poder melhorá-lo e equilibrá-lo. Como em quase tudo na vida, o equilíbrio entre as diversas perspectivas é a alternativa que traz satisfação e realização. Somente após este alinhamento entre perspectiva temporal racional e emocional, as técnicas de gerenciamento do tempo podem funcionar efetivamente.

Os padrões identificados por Zimbardo são:

Passado positivo
Quem tem esta perspectiva predominante vê o passado com otimismo. Possui ligação emocional com objetos e a casa onde mora. Não gosta de mudanças. Seus amigos o vêem como afetuoso, emotivo, simpático, feliz e autoconfiante. Quase nunca fica ansioso, deprimido ou agressivo. Gosta de rever filmes e de ouvir músicas antigas. Costuma promover encontros familiares e entre amigos. É prudente em relação às finanças e prefere investimentos de baixo risco. Heranças são conservadas.

Passado negativo
Quem tem esta perspectiva predominante pensa freqüentemente nas coisas que deveria ter feito ou deveria ter dito. Vê o passado com pessimismo, dor e arrependimentos. Deseja que seus filhos não passem pelas mesmas experiências dolorosas que teve de enfrentar. Tem poucos amigos próximos. Costuma ser deprimido, retraído e ansioso. Tenta manter-se ocupado, para tirar a mente das memórias. Apesar de tantas características negativas, isso pode significar para o indivíduo uma força que o impulsiona a mudar sua realidade. É importante ressaltar que a perspectiva temporal pouco tem relação com os fatos em si, mas sim com a forma como o individuo os interpretou. Mesmo fatos negativos podem ser lembrados de uma ótica positiva e vice-versa.

Presente fatalista
Crê que o controle de sua vida está nas mãos do destino ou de outras pessoas ou instituições. É ansioso, depressivo e pessimista. Não costuma pensar nas outras pessoas. É resistente as outras idéias. Acredita que seu futuro não depende de suas ações. Podem fazer parte da vida de um fatalista o consumo de álcool, cigarro e drogas.

Presente hedonista
Valoriza festas, encontros com amigos e os prazeres da vida. É aventureiro, faz as pessoas rirem, é espontâneo. Costuma assumir dívidas sem pensar muito. Com frequência, estoura o cartão de crédito. Gosta de estar na moda. Tem um belo carro, apesar de isso comprometer boa parte de seu salário. Adora comer e beber e não se importa muito com a saúde. Álcool, cigarro e outros tipos de drogas podem fazer parte da vida de um hedonista. Geralmente não faz exercícios físicos, dando preferência para alternativas milagrosas de saúde ou emagrecimento.

Futuro
Costuma planejar suas atividades e estabelecer metas. Assim como o presente hedonista, o futurista também quer satisfação imediata, mas sempre abre mão dela para colher benefícios futuros. É coerente, cuidadoso e preocupado com as conseqüências futuras. Cumpre prazos, controla seus projetos e sua conta bancária. Preenche os canhotos das folhas de cheque. Faz investimentos ao invés de dívidas. Quando está sem relógio ou agenda, sente-se um perdido e fora de controle. Diz ter pouco tempo livre. Preocupa-se com a saúde, costuma fazer exercícios.

Futuro transcendente
Acredita na vida após a morte. É bastante religioso. Vê a morte apenas como um novo começo. Acredita que tem um lugar especial no além. Costuma ir a cultos, missas e cumpre rituais em casa. Controla seus impulsos e busca viver dentro da doutrina de sua religião, preocupando-se com as conseqüências pós-morte de seus atos.

Certamente você identificou comportamentos seus em várias das perspectivas descritas. Como dito, somos uma mistura destes padrões, sendo alguns predominantes. Obviamente, as pessoas oscilam entre estas diferentes percepções. Ninguém é cem por cento do tempo voltado ao presente, passado ou futuro.

Ao ler as descrições, é provável que você tenha achado a perspectiva futurista a mais "correta" ou sensata, pois é a visão mais valorizada e recompensada por nossa sociedade capitalista. Porém, isso não faz dela melhor ou pior que as outras. Na verdade, todas fazem parte do ser humano e devem ser cultivadas harmoniosamente. Desenvolver as memórias positivas do passado pode lhe dar um sentimento de satisfação quase imediato. Aprender com suas memórias negativas é uma experiência igualmente importante para melhorar suas análises e escolhas presentes e futuras. Ser hedonista nas festas, férias e nos feriados é felicidade. Ser fatalista perante o inalterável é se poupar. Ter fé em algo que transcende a vida é aconchegante.

Para sentir o prazer de viver e até ser mais produtivo, é necessário colocar sua atenção no presente. Não há prazer no passado, nem no futuro. Diz uma lenda que o discípulo de um mestre oriental, depois de muitos anos de meditação, finalmente estava prestes a concluir seus estudos. Subiu a montanha mais alta para encontrar seu mestre e realizar a prova final. Chegando ao topo, o mestre o saudou e disse: a prova consiste em apenas uma questão. Lá embaixo, há uma placa com o nome desta montanha. Quando você passou por ela esta manhã, de qual lado a placa estava?

Repare que atividades como almoçar uma refeição saborosa, praticar esportes, caminhar na praia, pintar, dançar, cantar, conversar com amigos, viajar, fazer sexo, pular de pára-quedas, meditar, jogar baralho, beber álcool (com moderação) são atividades prazerosas, pois ampliam sua consciência do tempo presente, tirando sua atenção do passado e do futuro. O uso de drogas também tem essa capacidade, mesmo trazendo conseqüências negativas a médio e longo prazo. No trabalho, quando conseguimos colocar a atenção somente na atividade presente também há satisfação. O sentimento de prazer e satisfação só pode existir no presente. Quando nossa atenção está no passado ou no futuro, nossa imaginação cria, modifica e distorce, gerando tensão e ansiedade.

Note que as técnicas de gerenciamento do tempo são feitas para futuristas. Elas tornam o indivíduo mais produtivo, aumentam sua sensação de segurança, mas também a ansiedade e a dependência dos mecanismos de controle do tempo, como agendas, listas de afazeres, smartphones, notebooks, etc. Para os futuristas, a solução é desenvolver sua percepção do presente. Para os orientados ao presente ou passado, é desenvolver sua percepção do futuro. Todavia, as técnicas de gerenciamento do tempo não são capazes de resolver nenhuma dessas situações.

Agora que você sabe mais sobre a psicologia do tempo, pode exercitar sua visão temporal. A leitura do livro "O paradoxo do tempo" pode ajudá-lo a entender melhor os tópicos apresentados aqui e também traz exercícios para desenvolver sua percepção. Como dito pelos irmãos Heath, a razão é o condutor e a emoção, o elefante. É necessário muito empenho para mudar hábitos e aplicar corretamente as técnicas de gerenciamento do tempo.

Daniel Rodrigo Bastreghi - www.dbastreghi.com

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10 dicas práticas para aumentar a taxa de conversão de metas da sua loja online

Se você conversar com dez gestores, provavelmente nove dirão que ficariam contentes se a taxa de conversão da sua loja fosse 2%.

Por Rafael Campos, www.administradores.com.br

Ao longo do ano, o tema mais debatido no comércio eletrônico foi a "taxa de conversão". Esse indicador é mensurado a partir do número de pedidos realizados na loja virtual e do número de visitantes. Ele é crucial para a o sucesso da loja, definindo o grau de maturidade e a eficiência. Por isso, alguns gestores acompanham diariamente quais modificações na loja podem impactar na taxa de conversão.

Se você conversar com dez gestores, provavelmente nove dirão que ficariam contentes se a taxa de conversão da sua loja fosse 2%. Isso quer dizer que a cada cem visitantes, somente dois compram. Porém, esses mesmos nove gestores esquecem que muitos clientes chegam até o carrinho de compras e depois abandonam a sua compra. Ou seja, ele demonstrou interesse, teve todo o trabalho de iniciar o processo de compra, mas em um momento crucial ocorreu algo que o fez desistir. Segundo pesquisa da Forester Research em 2010, aproximadamente 90% das pessoas já abandonaram o carrinho pelo menos uma vez.

Com essas informações, seguem 10 dicas práticas que poderão lhe ajudar a aumentar a conversão da sua loja virtual:

1. Seja claro ao expor o preço do produto e o frete. Não esconda nem manipule o preço para iludir os clientes. Destaque todos os custos que fazem parte daquela compra, tanto em vitrines quanto no carrinho de compras.

2. Incentive os seus clientes com frete grátis ou descontos promocionais. Comunique os benefícios em diferentes momentos da navegação na loja, não restrinja apenas à página principal. O cliente pode não ser impactado logo na primeira vez que vir os incentivos e sim nas demais.

3. Ouça seu cliente e tente entender o que você pode fazer para ajudá-lo a comprar. Ligue ou envie email para os clientes que finalizaram suas compras e veja os motivos que o fizeram comprar na sua loja. Fale também com aqueles que estão cadastrados, mas nunca fizeram uma compra ou não compraram nada há mais de um ano.

4. Busque sempre a recuperação de vendas (boletos vencidos, pedidos negados, entre outros, que podem ser recuperados).

5. No momento de finalizar o pedido, não desvie a atenção do cliente para outros lugares. Analise com cuidado os elementos da página do produto e todo o processo de fechamento da compra.

6. Transmita segurança: desde um número de telefone para contato ou um atendimento online, até as melhores práticas de segurança. Deixe em locais visíveis para o cliente e não somente no rodapé da loja virtual.

7. Use e abuse das fotos e vídeos. No comércio eletrônico, os clientes compram a imagem de um produto.

8. Direcione a navegação dando ênfase nos botões que levam o cliente ao próximo passo. Ajude e guie o cliente. Se não quer ajudar, pelo menos, não atrapalhe.

9. Utilize um super banner na página inicial e caracterize os departamentos com imagens. Mostre seus benefícios e produtos com maior destaque.

10. Use a opinião do cliente para expor a qualidade e a experiência com o seu produto. Produtos avaliados por clientes que compraram trazem mais resultado.

Rafael Campos é consultor de vendas da VTEX, empresa líder em tecnologia para o comércio eletrônico. www.vtex.com.br.

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Saúde no trabalho: adote uma postura simples e observe as mudanças

Maiores problemas no ambiente profissional estão ligados ao sedentarismo, estresse e alimentação; veja o que fazer.

Infomoney

No ambiente de trabalho, além de lidar com chefes, mostrar resultados, cumprir horários e atingir metas os profissionais precisam tomar atenção redobrada com a saúde, já que é este o elemento fundamental que permite que tudo aconteça.

Estudos que tentam entender os gargalos relacionados à qualidade de vida no ambiente profissional já indicaram os principais focos de problemas: sedentarismo, estresse e alimentação. Com esse quadro formado, o diretor médico da Omint, Caio Soares, ainda ressalta que esses também são os três elementos que acentuam as doenças crônicas.

Na prática, as doenças crônicas podem ser geradas por fatores genéticos ou ambientais. Infelizmente não há muito que possamos fazer no sentido de lutar contra os fatores genéticos, mas, por outro lado, podemos interferir, e muito, contra os fatores ambientais.

Alimente-se melhor
Quando o assunto é alimentação, uma dica simples e, o mais importante, acessível a qualquer profissional, é adicionar duas porções de frutas durante o dia. Soares explica que o funcionário não precisa se preocupar em escolher cada dia uma fruta diferente, nem em ter um horário determinado para consumir esse alimento. O conselho é: simplesmente coma.

Muitas pessoas, na ânsia de mudar de vida e de conquistar uma alimentação impecável elaboram cardápios complexos e, também, impossíveis, que em menos de uma semana serão fatalmente descartados. O conselho de Soares é que as pessoas “comecem com coisas mais simples, mais acessíveis”.

Introduzir duas porções de frutas por dia na sua alimentação trará benefícios nutricionais, melhorando o funcionamento do aparelho digestivo e atuando positivamente contra o colesterol. Falando em colesterol, é bom saber que esse é o principal causador das doenças cardiovasculares e, se quiser combatê-lo desde já, reduza o consumo de manteiga e margarina.

Ainda falando de alimentação, ingerir água continua entre os conselhos dos especialistas em saúde. Para quem não tem o costume, Soares sugere que se crie o “momento da água”. Na prática, o colaborador pode tomar um copo ao chegar à empresa, um antes de sair para o almoço e outro antes de ir embora. É algo simples que “ajuda organismo a funcionar melhor, aumenta o metabolismo e limpa o corpo”, explica.

Pense simples
Quando o assunto é qualidade de vida, alimentação saudável e prática de exercício físico, talvez o melhor conselho que os profissionais podem levar para o ambiente de trabalho é: pense simples. Isso quer dizer que não é preciso virar um atleta, nem se consultar com um nutricionista para ter uma vida saudável.

O sedentarismo, por exemplo, é um mal que afeta boa parte dos profissionais, mas, por outro lado, simples 30 minutos por dia de caminhada pode resolver esse problema. Na prática de esportes, os funcionários também podem formar grupos e transformar essa atividade em um evento. Soares lembra que se exercitar em grupos é altamente motivacional.

"O esporte é benéfico também na luta contra os efeitos do estresse", explica Soares. O que acontece é que não é possível se livrar das cobranças no trabalho, mas ao se exercitar ocorre um efeito em cadeia, ou seja, o profissional emagrece, dorme melhor, come melhor e reduz os efeitos danosos do estresse.

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Autoconhecimento: a dimensão individual do trabalho em equipe


Autoconhecimento é um conjunto de informações sobre si, a respeito de comportamentos, características pessoais, forças e áreas de oportunidades de melhorias individuais.

Por Daniel Maldaner , www.administradores.com.br

Qual a importância do autoconhecimento para o trabalho em equipe? O que mais vemos nas organizações são comportamentos que sinalizam uma grande dificuldade de lidar com as diferenças humanas: comportamentos que demonstram irritação quando opiniões divergentes estão colocadas em discussão. Rigidez em um posicionamento, comportamentos de defesa e de ataque, interesses individuais sendo defendidos e influenciando decisões coletivas sinalizam a dificuldade das pessoas em trabalhar em equipe, ficando mais critico quando as pessoas não conseguem perceber que agem de tal maneira, reagindo a situações de forma automática.

O que eu vejo nas outras pessoas que me incomoda? O que isso tem a dizer sobre mim? Quando uma opinião divergente/contraditória é colocada em discussão qual é a minha reação? Qual é a minha forma de olhar para o mundo? Como minhas crenças, valores, preconceitos influenciam minha percepção sobre o outro e sobre as coisas? Estas são algumas perguntas que vemos poucas pessoas se fazerem no ambiente organizacional e que sinaliza a dificuldade de se autoconhecerem.

Autoconhecimento é um conjunto de informações sobre si, a respeito de comportamentos, características pessoais, forças e áreas de oportunidades de melhorias individuais. Comportamento aqui entendido como a resultante das características pessoais (tipo psicológico, valores pessoais, experiências, educação, etc.) interagindo com as variáveis da situação. Entender, portanto, que em diferentes situações cada indivíduo aprende a reagir com comportamentos e atitudes distintas, auxilia e fortalece a importância do autoconhecimento para o trabalho em equipe. Saber o impacto das ações nos demais integrantes da equipe, aquilo que ajuda e que atrapalha o bom desempenho, o que agrega valor e colabora com as demais pessoas. Mas, como, então, cada pessoa da equipe pode saber do impacto que gera na própria equipe?

Percepção é a impressão colhida pelos sentidos ou a faculdade de perceber pelos sentidos. Este movimento de captar o mundo exterior é parte do processo daquilo que nos referimos como "percepção". Aquilo que é captado pelos órgãos sensoriais: olfato, paladar, ouvido, tato e visão passam pelo processo de internalização. Na medida em que algo é captado e internalizado, aquilo que foi captado não pertence mais ao mundo exterior, mas sim ao mundo interior de cada indivíduo. Esta forma interiorizada sofre influências deste novo mundo.

Estas influências se dão no sentido de moldar, de significar aquilo que é trazido de fora através da associação aos conhecimentos acumulados, às experiências vividas e processos psicológicos específicos de cada indivíduo. Quando nos referimos às "lentes" e "os filtros" estamos nos referindo ao processo de influência do mundo interior do individuo sobre aquilo que é captado do mundo exterior. Estes filtros ou lentes levam as pessoas a entenderem dada situação baseada nos próprios filtros, de maneiras bem diferentes do que realmente pode ser, e mesmo distanciando das percepções de outras pessoas. Assim, podem gerar distorções, pré julgamentos e, por fim, promover desvios na comunicação e possíveis decisões equivocadas.

Daniel Maldaner é consultor associado da Muttare, consultoria de gestão. O profissional também é especializado em formação e desenvolvimento de equipes e implantação de células autônomas na gestão descentralizada – www.muttare.com.br / www.muttarevivencial.com.br

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