quinta-feira, 31 de março de 2011

Contratados pelo currículo, demitidos pela atitude

É preciso que, antes de qualquer coisa, percebamos o efeito que nossos comportamentos estão tendo sobre as pessoas no ambiente de trabalho

Por Eduardo Ferraz , www.administradores.com.br

Diversos são os motivos que levam as empresas a demitirem seus funcionários. Uma pesquisa realizada pela Catho, em 2009, com 12.122 profissionais de empresas privadas de todo o Brasil, revelou os principais fatores para a demissão no país. Segundo o levantamento, dentre as cinco primeiras razões, três estão relacionadas à personalidade.

O estudo aponta que, além dos motivos relacionados à incompetência e à falta de resultados, também estão as questões comportamentais, como o mau relacionamento com o grupo, falta de dinamismo e inaptidão para a liderança. Se prestarmos a devida atenção à questão, podemos perceber que o fato tem grande relação com a falta de Inteligência Emocional.

Até o lançamento do livro "Estruturas da Mente", do psicólogo americano Howard Gardner, em 1983, para a grande maioria das pessoas, a inteligência era atribuída a pessoas com alto QI (Quociente de inteligência). Gardner confrontou este paradigma, mostrando em seus estudos que as pessoas são habilidosas de diferentes formas, e que nem todos aprendem da mesma maneira. Dentre as inteligências múltiplas apresentadas pelo psicólogo, as que tratam da capacidade do indivíduo se relacionar com as pessoas e consigo mesmo, somadas, resultam no QE, ou Inteligência Emocional.

Normalmente, o baixo QI tende a limitar o crescimento profissional, já o baixo QE pode destruir uma carreira, por mais alto que seja seu QI. As pessoas com pouca inteligência emocional têm um autoconhecimento limitado, e esse é o maior problema. Normalmente, este indivíduo não tem consciência de seus comportamentos, e tem dificuldade em avaliar o impacto que suas atitudes causam nos demais. Como consequência, costuma ser egocêntrico, lidar mal com o estresse, ter baixa tolerância a frustrações, além das outras questões comportamentais citadas na pesquisa como razões para demissão.

Konstantin Grebnev/ iStockPhoto
É preciso que, antes de qualquer coisa, percebamos o efeito que nossos
comportamentos estão tendo sobre as pessoas no ambiente de trabalho 

Diferentemente do QI, que muda muito pouco na idade adulta, a Inteligência Emocional pode ser aprimorada. Embora não seja um processo rápido, o primeiro e grande segredo é o autoconhecimento. É preciso que, antes de qualquer coisa, percebamos o efeito que nossos comportamentos estão tendo sobre as pessoas, no ambiente de trabalho, e até mesmo na vida pessoal. Para isso, é essencial que se leve em consideração os feedbacks recebidos, seja de um superior, um subordinado ou de parentes e amigos.

Saber usar os pontos fortes, controlar os pontos limitantes, relevar os pontos fracos e persistir diante de frustrações são elementos que fazem parte das competências de um profissional com alta Inteligência Emocional. É importante ressaltar que isso não é importante somente na vida corporativa. Um alto nível de QE nos permite perceber melhor quem somos, estabelecer relacionamentos mais saudáveis com aqueles que nos rodeiam, e termos atitudes capazes de tornar nossas vidas muito melhores.

Eduardo Ferraz - é consultor em Gestão de Pessoas e especialista em treinamentos e consultoria In Company, com aplicações práticas de Neurociência. Possui mais de 30.000 horas de experiência em empresas que precisam de diagnósticos e resultados rápidos. É pós-graduado em Direção de Empresas pelo ISAD PUC-PR e especializado em Coordenação e Dinâmica de Grupos pela SBDG. Autor do livro "Por que a gente é do jeito que a gente é?", da Editora Gente. Para mais informações, acesse: www.eduardoferraz.com.br 

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Entrevista - Revista Administradores

Por Simão Mairins - Revista Administradores

1 - Que habilidades são auferidas pelo teste da Anpad?
Prof. Milton Araújo - O Teste ANPAD é um exame de seleção, com características semelhantes a um Concurso Público ou a um Vestibular, e outras mais específicas que visam, por exemplo, testar as habilidades cognitivas do candidato, frente a diversas situações (questões) cujo propósito é avaliar a capacidade de leitura atenta e crítica, o raciocínio rápido, o bom preparo e a tranqüilidade na tomada de decisão. Essas características intrínsecas ao Teste ANPAD fazem dele um autêntico Exame de Proficiência, que só pode ser comparado a exames do tipo GMAT ou GRE.

2 - Quem precisa fazer o teste? Onde ele é exigido?
Prof. Milton Araújo - A prova é direcionada aos postulantes a Pós-Graduação em Administração de Empresas e Ciências Contábeis de mais de 100 Programas associados à ANPAD em todo o País. Ainda que existam algumas organizações não-acadêmicas que reconhecem o Teste ANPAD, em minha opinião ele é ainda pouco utilizado fora de instituições de ensino superior, talvez pelo desconhecimento da qualidade do Teste como eficiente instrumento de avaliação e seleção.
Estão aptos a prestar o exame todos os que tiverem curso superior em qualquer área.

3 - Em que período do ano, normalmente, é realizado o teste da Anpad?
Prof. Milton Araújo - O Teste ocorre três vezes ao ano: em fevereiro, em junho e em setembro. Em geral as provas são aplicadas no primeiro domingo de cada um dos meses citados, salvo se esse dia coincidir com algum feriado, caso em que passa para o segundo domingo do mês.

4 - Ultimamente, diante da desregulamentação de algumas profissões, tem se discutido a ideia de se criar, para a Administração, um exame como o da OAB, numa tentativa de conter a corrente que defende o fim da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão. Você acha que tornar pré-requisito o teste da Anpad ou outro semelhante seria uma alternativa para essa espécie de exame de ordem da Administração?
Prof. Milton Araújo - Este problema da desregulamentação de algumas profissões é um pouco inquietante e pediria um foro mais amplo para ser discutido. Em minha opinião, os burocratas que defendem tais ideias deveriam se preocupar mais com a qualidade do ensino desde a pré-escola, para que não tenhamos tantos egressos das faculdades que demonstram total despreparo para o exercício profissional. Mas, deixando um pouco à parte minha opinião e respondendo a tua pergunta, creio que tornar o Teste ANPAD um pré-requisito para o exercício da profissão de Administrador seria excelente, dada a qualidade do Teste como instrumento avaliador. A prova é elaborada por bancas de alto nível (todos são Doutores), e, na atualidade, nenhum outro exame de seleção é tão bem-elaborado quanto este. Um profissional que passe por este Teste estará, com certeza, plenamente qualificado para o exercício da sua profissão.

5 - Quais as principais dificuldades que você percebe nos alunos que se preparam para o teste da Anpad?
Prof. Milton Araújo - O ponto fundamental está na autoconfiança dos candidatos. Trata-se de pessoas com inteligência acima da média, mas que, ainda assim, não se consideram capazes de superar a barreira do Teste. Mesmo assim, a motivação para estudar e desenvolver técnicas cognitivas é grande. Tudo o que os candidatos precisam saber é como superar as armadilhas da prova, e isto se faz com informação apropriada e muito treinamento. Felizmente, o pessoal tem superado com facilidade a “barreira” que é o sentimento de inadequação. Tenho visto resultados surpreendentes! Alunos gabaritando provas ou atingindo escores acima de 500 pontos, ou até mesmo 600.

6 - Que dicas que você deixa para quem está se preparando ou pretende se preparar para o teste da Anpad?
Prof. Milton Araújo - A primeira delas é o candidato estudar muito. Para nós a equação é “heurística + estudo = aprovação”. Aconselho a todos a aquisição de pelo menos o último caderno de Testes da própria ANPAD, pois é nele que a banca se inspira para a elaboração dos próximos testes, e tentar resolver pelo menos uma prova por semana. A segunda dica é buscar material didático adequado. Refiro-me aqui ao instrumental teórico. Em se tratando de Raciocínio Lógico, por exemplo, é desaconselhável recorrer às apostilas, por razões que todos já conhecem... Procure os livros indicados na bibliografia da ANPAD, visto que aqueles materiais também servem de inspiração para as bancas. A terceira dica é: “tenha disciplina”; estude regularmente, mas não faça sacrifícios exagerados. Como diz Robert Wong: “O sucesso está no equilíbrio”. Isto é uma grande verdade! A quarta dica é: busque muita informação, leia muito, mas desenvolva metodologia própria para atacar, raciocinar e responder rapidamente as questões. O tempo, como todos sabem, é fator decisivo nesse Teste. Mas ninguém conseguirá administrar bem o tempo da prova se não estiver adequadamente preparado. Para finalizar, deixo aqui um provérbio, cujo autor infelizmente eu desconheço, para o candidato refletir: “A Oportunidade é uma dama altiva, pois não perde tempo com os despreparados.” Então, só me resta dizer Boa Sorte a todos.
Muito Obrigado!

Trechos desta entrevista foram publicados na Revista Administradores nº 3 - edição de março de 2011
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O que é tendência em pesquisa de mercado

Informações de fontes diferentes, integração entre indústria e consumidores e internet são destaques 

Por Sylvia de Sá , Mundo do Marketing 

As mudanças no comportamento do consumidor e os avanços da tecnologia levaram os institutos de pesquisas a buscar novas ferramentas e metodologias para se diferenciar. A tradicional dobradinha quali X quanti (qualitativo e quantitativo) já não é mais suficiente para satisfazer as empresas na busca por soluções para o seu negócio. Por outro lado, o aquecimento da economia e o bom desempenho do mercado de consumo brasileiro fazem com que práticas já conhecidas – mas pouco utilizadas – ganhem força e sejam requisitadas pela indústria.

Entre as principais tendências quando o assunto é pesquisa de mercado estão o aumento no número de informações agregadas à pesquisa propriamente dita e a proximidade do cliente e do consumidor junto aos pesquisadores. A internet também aparece como uma importante ferramenta em expansão para a formulação de questionários e monitoramento do que fazem e pensam as pessoas no meio digital.

"Antes, as pesquisas eram muito compartimentadas. Cuidavam de um pedaço de um problema de Marketing mais geral. Agora, elas buscam integrar mais as informações. Não basta uma quali ou uma quanti para responder. São necessárias ferramentas que dêem uma visão mais global para o problema do cliente", explica Karina Milaré (foto), Diretora da TNS Research Internacional, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Atuação global
A evolução do mercado mostrou para as empresas especializadas em pesquisas que não é possível mais manter uma posição neutra. "Antes tirávamos conclusões apenas daquele projeto. O que procuramos fazer agora é trabalhar além das pesquisas, alimentando com informações o tempo todo para gerar mais conhecimento ao cliente sobre o assunto", ressalta Paulo Carramenha, Diretor-Presidente da GFK CR Brasil, em entrevista ao portal.

Para isso, o envolvimento com outros mercados é essencial. Em parceria com a rede internacional de pesquisas WIN, o Ibope Inteligência consegue trabalhar a pesquisa de mercado em âmbito internacional. A associação permite que 60 países pesquisem ao mesmo tempo sobre um determinado tema. Assim, é possível exibir resultados globais, mas também fazer comparações entre os diferentes mercados.

Um dos estudos mais recentes do Ibope foi feito na Alemanha, para encontrar opções para novas embalagens de café em pó. O objetivo era saber se, usando técnicas de inovação, os consumidores brasileiros e alemães teriam ideias semelhantes. "Quando abrimos o produto, acabamos colocando o conteúdo num pote de vidro. Toda comunicação da embalagem se perde. Fizemos uma sessão para encontrar novas formas de embalar café em pó e a maioria das ideias foi na mesma direção", conta ao portal Laure Castelnau (foto), Diretora de Atendimento do Ibope Inteligência.

Clientes mais próximos dos pesquisadores 
Integrar pesquisadores, clientes e consumidores também tem se mostrado importante para gerar soluções de negócios. Se antes tudo se resumia a uma apresentação seguida pela recomendação, de acordo com os dados obtidos, agora, as pessoas se envolvem mais e saem das apresentações até mesmo com um plano de ação pronto.

Os clientes estão mais próximos dos institutos e, por sua vez, a indústria quer estar bem perto do consumidor. "As empresas querem ir à casa do consumidor, ver como ele se relaciona com o produto ou a marca. Orientamos os clientes sobre como devem analisar aquelas informações e observar aquilo para tirar suas próprias conclusões", declara Karina, da TNS.

A percepção do comportamento dos consumidores também tem sido de grande interesse para a indústria. Não bastam mais números concretos. É necessário um verdadeiro raio-X para entender seus anseios, desejos e necessidades. Neste ponto, a internet e, principalmente, as redes sociais colaboram bastante. A própria TNS tem feito monitoramento para marcas de segmentos como tabaco e bebidas.

Agilidade e economia
A vantagem de observar o consumidor no ambiente online é a rapidez com que os resultados são obtidos, além da transparência que ele demonstra nas redes sociais quando se relaciona com as marcas. "O monitoramento sem intervenção é uma tendência pela velocidade. Há uma necessidade de informações rápidas. A pesquisa tem seu prazo", acredita Felipe Mendes (foto acima), Managing Director da Ipsos  

Marketing no Brasil, em entrevista ao Mundo do Marketing.
A Ipsos também utiliza fóruns online para conhecer o comportamento do consumidor em um momento específico. Um dos projetos desenvolvidos pela empresa queria entender os processos relacionados à gripe. A partir de um blog, as pessoas podiam relatar o que estavam sentindo naquele exato momento, desde a hora em que sente dor no corpo, o que gerou insights para o cliente.

Como ferramenta de pesquisa, ainda que atualmente represente menos de 10%, a internet tende a expandir cada vez mais. O uso da tecnologia ajuda a realizar o estudo com muito mais velocidade a um custo mais baixo, se comparado às metodologias tradicionais de coleta de dados (pessoal e telefônica).

Digital em evolução 
Os questionários pela internet também conseguem alcançar um público maior e são efetivos para aqueles consumidores com uma rotina corrida. "As classes mais altas estão caras para conseguir investigar. Não têm muito tempo para dar opinião. Acessando via painel online há mais chances de encontrá-las, conversar com elas", destaca Mendes, da Ipsos.

Na América Latina, países como México e Argentina já ultrapassaram o Brasil neste quesito. O mesmo pode ser observado em mercados mais maduros, como o europeu e o norte-americano. "A cada 10 projetos que realizamos, um é pela internet. Mas a evolução é tão rápida que não tenho dúvida de que, antes do fim de 2012, 40% seja feito online. Na Europa, 80% do que se faz já é digital", prevê Carramenha (foto acima), da GFK.

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Governo quer TV digital implantada em todo país até 2016, diz Bernardo

Ano passado, foram comercializados 15 milhões de aparelhos de televisão, a maioria com dispositivos para conversão digital

Por Alana Gandra, Agência Brasil


O governo quer o sistema de TV digital implantado em todo país até 2016, período no qual ocorrerão, no Brasil, os eventos esportivos da Copa do Mundo (2014) e das Olimpíadas. Para que a meta seja cumprida, de acordo com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, será preciso acelerar a implantação do sistema."Vocês sabem a importância que tem isso, inclusive para o setor industrial", disse.

Bernardo informou que, no ano passado, foram comercializados 15 milhões de aparelhos de televisão, a grande maioria com dispositivos para conversão digital. "Com a proximidade da Copa e o advento das Olimpíadas, com certeza, até 2016, nós vamos ter uma mudança quase definitiva nessa área". É preciso, ressaltou, resolver os problemas de infraestrutura ligados a esses eventos.

Uma vez resolvido o problema da implantação da TV digital até 2016, o ministro afirmou que haverá um excedente do espectro, que precisa ser resolvido. Esse espaço poderá ser utilizado pela radiodifusão, desde que o governo seja pago por isso, afirmou.

Ao participar de palestra na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), o ministro disse que no próximo dia 18 de abril, ocorrerá uma reunião com a Federação Internacional de Futebol (Fifa), onde o governo brasileiro vai receber as exigências para as obras dos estádios. Estarão presentes no encontro os representantes de todos os ministérios envolvidos. "A partir daí, vamos formatar as nossas ações para dar conta desses desafios".

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Estudantes devem analisar carreira e mercado antes de fazer segunda graduação

Escolha envolve tempo e, muitas vezes, dinheiro, avaliam especialistas


Infomoney

Ter duas graduações no currículo parece atraente. E muitos estudantes acabam emendando uma faculdade na outra e deixando para depois uma pós ou especialização. Antes de fazer essa escolha, no entanto, eles devem ponderar entre as vantagens e desvantagens desse caminho profissional, porque nem sempre a segunda graduação pode pesar mais para a vida profissional.

Para o diretor da Catho Educação, Constantino Cavalheiro, na verdade, a segunda graduação não faz diferença no mercado de trabalho. “Fazer uma segunda graduação só faz sentido quando a pessoa quer mudar de área de atuação”, argumenta. “No início de carreira, vale mais a pena ter experiência no mercado para, depois, investir em uma especialização”, aponta.

A vontade de completar uma segunda graduação, conforme explica o superintendente do Nube (Núcleo Brasileiro de Estágio), Carlos Alberto Cavalheiro, vem, muitas vezes, da ideia de que esse novo título pode ser um complemento do primeiro e pesar no currículo. “A segunda graduação, na verdade, ainda consiste na formação do estudante, a pós é que é um complemento”, afirma.

Ele, no entanto, não vê tantas desvantagens nessa escolha. “Essa opção agrega conhecimento ao estudante e valor ao currículo”, afirma. Apesar disso, Carlos Alberto atenta que os estudantes devem avaliar o rumo que querem dar às suas carreiras antes de optar por uma segunda graduação. “É um investimento de carreira muito grande, e é preciso fazer uma análise de carreira e do mercado da área”, considera.

Em áreas em que o mercado exige sólido conhecimento teórico, como Engenharia, uma segunda graduação pode fazer a diferença, acredita o especialista, ou mesmo quando determinadas áreas não possuem uma pós-graduação específica, como ocorre em muitas áreas de Humanas.

Uma segunda graduação
Os motivos que levam muitos estudantes a emendar uma graduação na outra são diversos. Para Carlos Alberto, esse caminho é muito comum. “Muitas vezes, a própria carreira leva o estudante a fazer isso”, diz. Um exemplo é o profissional que faz Ciências Sociais e depois História. Uma graduação leva à outra.

A mudança de carreira, após uma decepção com a primeira graduação, também é um dos motivos que levam os estudantes a postergarem uma especialização e voltarem para a faculdade. “De repente, esse estudante não se identificou com a carreira e optou por mudar de caminho”, completa o especialista.

Embora não muito comum, o gosto pessoal também é uma das razões para cursar outra graduação. Um recém-formado em Engenharia pode entrar em Filosofia porque gosta da grade curricular ou porque se interessa por essas questões. Para a carreira dele, pode não fazer diferença. Mas fazer o que gosta ajuda até a ampliar a qualidade de vida.

Ponderação 
Não importa os motivos que fazem alguns estudantes trilharem por esse caminho, fazer uma segunda graduação, na avaliação dos especialistas consultados, é uma escolha que deve ser ponderada. E, para isso, ter um planejamento de carreira ajuda na hora dessa avaliação.

Para Constantino Cavalheiro, do Nube, os estudantes devem lembrar que uma segunda graduação demanda tempo e, muitas vezes, dinheiro. “Esse estudante já tem uma formação e em uma segunda graduação ele verá matérias que muitas vezes ele já viu. Ele não precisa ver de novo”, defende.

O especialista ressalta que o período pós-formatura deve ser utilizado para o estudante adquirir experiência de mercado. “O período entre a finalização da graduação e o início da pós é importante para adquirir experiência”, afirma. “E na pós o que importa é a troca de experiências, muito mais que a formação, que esse estudante já teve”.

“Essa questão de tempo é muito relativa para alguns”, observa Carlos Alberto, da Catho. “Mas é imprescindível o estudante olhar para a sua carreira e para o mercado e observar a necessidade de uma pós ou uma segunda graduação”, afirma.

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terça-feira, 29 de março de 2011

Mestrado pode não ser diferencial na carreira, diz especialista

29 de março de 2011, às 08h14min

Diretor-geral da Thomas Case e Associados, Norberto Shadad, recomenda análise de foco antes de buscar este tipo de curso

Infomoney

Houve um tempo em que ter uma graduação se configurava como grande diferencial para o mercado. Anos em que poucas instituições ofereciam escassas vagas, sobretudo em instituições públicas. Essa realidade mudou, mas a de outros cursos parece trilhar um caminho semelhante.

Os programas de mestrado e doutorado também passam por um crescimento expressivo. Em 2001, eles eram 1,5 mil, mas em oito anos subiram para 2,7 mil. Desta forma, o número de mestres e doutores titulados no Brasil dobrou nos últimos anos, passando de 26 mil no ano de 2001 para 53 mil em 2010, segundo a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). Só em 2010, foram 41 mil novos mestres.

O número é positivo, mas aponta mais que o desenvolvimento de novos pesquisadores no País. “Como apenas um curso universitário não provoca mais o interesse de um contratador, muitos começam um mestrado na área para agregar conhecimento e enriquecer o currículo, mesmo sem avaliar criteriosamente como este mestrado vai contribuir para o seu desenvolvimento”, explica o diretor-geral da Thomas Case e Associados, empresa de consultoria em carreiras, Norberto Shadad.

Carreira O crescimento da oferta de cursos de mestrado proporciona maior acesso aos graduados, mas essa capacitação nem sempre será avaliada como um diferencial na hora de avaliar o currículo, alerta Shadad. “Na média, as pessoas avaliam pouco, entram no curso sem um foco ou sem saber no que efetivamente esse curso de mestrado vai agregar nas suas funções, e o tempo e dinheiro investido podem acabar se perdendo”, constata.

Shadad recomenda que antes de buscar um curso de mestrado, o aluno faça um exercício de avaliação das competências e planejamento de carreira, para não incorrer em um erro estratégico. “Vemos muitas pessoas cursando um mestrado antes mesmo de dominar um segundo idioma ou buscar uma capacitação mais focada no seu segmento de atuação. Se os alunos pensarem apenas na certificação ou diploma, não terão o aproveitamento e o conhecimento que o mestrado pode proporcionar para eles", analisa.

Além disso, lembra o consultor, o mestrado não deve ser utilizado como uma forma de corrigir um rumo da carreira ou para iniciar uma troca de área ou empresa. “Para isso, existem recursos e ferramentas mais adequadas, como o coaching. É necessário ter em mente, antes de procurar uma segmentação, quais as competências e quais os caminhos determinados o profissional busca ou prefere”, orienta.

Não se trata de contraindicar os mestrados, garante o consultor. É uma questão de perfil, foco, escolha e planejamento. “Alguém que deseja entrar na carreira acadêmica, conduzir um projeto de pesquisa ou visa um doutorado na sequência, por exemplo, tem plenas condições para buscar essa capacitação”, diz Shadad.

MercadoO diretor-geral da Thomas Case e Associados acrescenta que estão enganados aqueles que pensam que a simples menção do mestrado os diferencia dos outros profissionais que estão concorrendo a uma vaga no mercado de trabalho. “É claro que tudo depende de determinada circunstância, mas antes de qualquer situação será levado em conta o perfil de determinado candidato, suas competências, potencialidades e histórico. O mestrado só agregará em determinada entrevista ou vaga se fizer algum sentido dentro da trajetória e projeto profissional”, reforça o especialista.

Para Shadad, embora a realidade do crescimento dos mestrados não seja igual ao contexto do boom verificado nos cursos de graduação nas últimas décadas, o senso comum indica uma mentalidade parecida. “É uma questão que está entranhada na nossa cultura: as pessoas tendem a pensar que qualquer tipo de escolha que agregue conhecimento vá incrementar seu currículo imediatamente. Só que não é uma questão de quantidade, mas de foco, perfil, qualidade e como usar determinado conhecimento”, orienta.

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O poder da marcas

Entenda por que algumas marcas se transformaram em verdadeiras religiões e seus consumidores em devotos fiéis de seus produtos

Por Fábio Bandeira de Mello, Revista Administradores


No lançamento do iPad na Apple Stores da China, a fila de entusiastas para entrar na loja rondava quarteirões. Centenas de chineses se aglutinaram por mais de 60 horas para adquirir um dos produtos tecnológicos mais cobiçados da atualidade. Já a McDonald´s, sinônimo de hambúrgueres, atinge números de consumo que ultrapassam a população total de países como Espanha, Canadá e África do Sul. A maior cadeia de fast food do mundo conseguiu criar fãs fiéis de seus produtos e leva quase 50 milhões de clientes diariamente às suas 30 mil lojas espalhados em quase todos os países.

E o que falar da Coca-Cola. A marca é uma das queridinhas do planeta e líder mundial no consumo de refrigerantes há décadas. Até hoje, ela faturou o primeiro lugar em todos os rankings do respeitado Instituto Interbrand como a marca mais valiosa do mundo. Inclusive, esse domínio é bem represantado pelo famoso estudo realizado nos anos 70, através de uma "experimentação às cegas" sobre a preferência do consumidor entre os concorrentes Pepsi e Coca-Cola. Sem saber qual a marca estava experimentando, mais da metade dos entrevistados indicou a Pepsi como sendo o melhor sabor entre os dois refrigerantes. Porém, ao saber o refrigerante que estavam bebendo, o número de entrevistados que indicaram preferência pela Pepsi reduzia para 25%.

Apple, McDonald´s e Coca-Cola são apenas três exemplos de empresas que conseguiram atingir um patamar imensurável de admiradores no planeta. Mas por que algumas marcas se tornam tão populares? Como elas conseguiram criar um fanatismo tão grande nas pessoas?
    Ilustração: José Maia/Revista Administradores    
       
    Tanto a religião quanto as grandes marcas conservam em sua natureza a questão
da fidelidade, ou seja, as pessoas escolhem o que irão seguir 
   

Quase uma religião O dinamarquês Martin Lindstrom, a maior autoridade mundial em branding e neuromarketing, revelou em sua última visita ao Brasil um dado assustador e fascinante. Lindstrom expôs que na realidade, algumas empresas exercem sobre o consumidor o mesmo poder de uma religião. Essa conclusão foi feita a partir de estudos realizados com técnicas de neuromarketing, onde se aplica a ressonância magnética funcional para mapear o cérebro dos indivíduos e compreender melhor o comportamento dos consumidores. Através desses exames, Lindstrom constatou que a zona cerebral ativada nas pessoas quando pensam em suas marcas preferidas são as mesmas quando se trata da religião. Com marcas comuns, a área do cérebro acionada é diferente.

Para detalhar as características dessa conexão entre religião e marcas, o especialista em neuromarketing entrevistou líderes de diversas crenças, como a católica, islâmica, budista e protestante. "Queria entender os pilares sobre os quais se baseiam a religião, e descobri que são os mesmos em todas: apelo aos sentidos, histórias envolventes, visão forte e poderosa, rituais e inimigo definido. Esses elementos que compõem uma religião são os mesmos presentes na composição de grandes marcas", relatou o consultor.

Outro ponto observado pelo consultor é que tanto a religião quanto as grandes marcas conservam em sua natureza a questão da fidelidade, ou seja, as pessoas escolhem o que irão seguir, tomam uma decisão, começam a fazer parte de um grupo e essa inserção faz com que se sintam bem.

Os clientes evangelizadores Billy Nascimento, diretor executivo da Forebrain, empresa pioneira no estudo da neurociência no Brasil, destaca que muitas marcas não utilizam apenas estímulos visuais, mas também auditivos, olfativos e táteis. Através disso, e por estarem constantemente presentes no nosso dia a dia, essas marcas conseguem afetar mais rapidamente nosso lado emocional.

"Uma boa experiência com uma marca gera respostas emocionais positivas, que podem ser registradas no cérebro através de algo motivacionalmente apetitivo. Por outro lado, uma experiência ruim nos predispõe a comportamentos aversivos. Esses estímulos acabam por gerar motivações defensivas que nos fazem afastar dos produtos. Daí a importância de uma construção de marca positiva, estimulante e satisfatória", indica o diretor da Forebrain.

Através de estratégias de relacionamento e programas de marketing direcionados para atrair e envolver pessoas, algumas empresas conseguiram até mais do que a construção de uma marca positiva. A Disney, McDonald´s, Coca-Cola, Nike e Harley-Davidson, por exemplo, não apenas fidelizaram seus clientes, mas os transformaram em porta-vozes de sua marca. Esses programas produziram legiões de fãs e "vendedores não oficiais", os quais, por meio de depoimentos interpessoais espontâneos, transformaram-se em uma força de marketing tão poderosa quanto os próprios produtos.

No livro "Buzz Marketing: Criando Clientes Evangelistas", os autores Ben McConnell e Jackie Huba explicam que as regras tradicionais de marketing estão mudando, perdendo sua eficácia, e as recomendações feitas por clientes se tornaram a nova moeda de valor no sucesso de uma empresa. Quando os clientes ficam realmente impressionados com seu produto ou serviço, tornam-se "evangelistas" sinceros da empresa.

A matéria "Poder das marcas" foi publicada originalmente na edição 0 da revista Administradores.


Desvendando os segredos da influência Veja os elementos que deixam tão poderosas as grandes marcas e a religião, de acordo com o consultor Martin Lindstrom.

Missão definida e visão clara - A maioria das religiões tem uma missão bem definida, ou seja, como alcançar o estado de graça ou certo objetivo espiritual. As empresas renomadas também têm sua missão bem definida e difundida.

Capacidade de contar histórias - Assim como os principais livros sagrados, toda grande marca tem uma história envolvente. Só o poder das boas histórias desarma o consciente da pessoa e instrui seu inconsciente.

Inimigo definido - As religiões se concentram em exercer o poder sobre o inimigo, o que contribui para reunir os fiéis em torno do combate a ele. O mesmo faz algumas marcas quando promovem a rivalidade, como a Coca-Cola x Pepsi e o Visa x Master Card. Essa estratégia incentiva a lealdade e gera uma maior concorrência.

Rituais e Símbolos – Todas as religiões possuem símbolos e rituais de significados complexos. Nas empresas, os símbolos compõem desde suas logo-marcas até o que significam diante de seu público. O Google se tornou sinônimo de busca, a Disney vende sorrisos e o cowboy representa há décadas o Marlboro.

Sensação de pertencer a um grupo – O ser humano, na grande maioria das vezes, tem a necessidade de estar inserido em grupos. Isso ocorre tanto com os fiéis diante sua religião, quanto os consumidores assíduos de uma marca. Eles têm a opção de escolher o que seguir e se sentirem mais confortáveis ao escolher um lado.

Apelo aos sentidos - Os cinco sentidos estão cada vez mais sendo inseridos na divulgação de produtos de todos os segmentos. Dessa forma, o consumidor recebe novos estímulos atrelados ao produto que refletem em respostas emocionais. A Disney faz isso através de suas melodias, assim como a Harley-Davidson que criou um som diferenciado das concorrentes para o arranque de sua linha de motos.

Mistério - É comum muitas religiões estarem cercadas de mistérios em sua história. Os novos lançamentos e novidades de algumas marcas também, principalmente nessa era de inovação e alta competitividade entre as empresas. Isso faz com que ative e instigue a curiosidade e imaginação do consumidor.

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segunda-feira, 28 de março de 2011

Educação e Liberdade

* Por Adolfo Sachsida
1. Desempenho educacional dos estudantes brasileiros
A educação pública brasileira está seguramente entre as piores do mundo. Os testes internacionais são muito claros a esse respeito. Um amplo conjunto de testes de comparação entre países aponta na mesma direção: o Brasil ocupa sempre péssimas posições no ranking da qualidade do sistema educacional. Mesmo quando comparamos a qualidade da educação no Brasil com a de outros países de similar renda per capita, ou similar nível de desenvolvimento econômico, temos um péssimo desempenho.

Em relação a outros países, o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) – coordenado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) – não deixa dúvidas a respeito do baixo desempenho dos alunos brasileiros. O PISA avalia o conhecimento dos alunos (na faixa dos 15 anos de idade matriculados da 7ª série (8º ano) até o final do Ensino Médio) em três áreas: leitura, matemática e ciências. Em 2009 o PISA avaliou estudantes de 65 países, sendo 34 deles da OCDE. No ranking geral, o Brasil ocupou a 53ª posição com uma média de 401 pontos, contra uma média de 496 pontos dos países da OCDE. O Brasil ficou atrás de vários países que possuem um nível de desenvolvimento econômico similar ou inferior ao nosso, tais como a Grécia (473 pontos), a Rússia (469), a Turquia (455), a Sérvia (442), o Chile (439), a Bulgária (432), o Uruguai (427), a Romênia (427), a Tailândia (422), o México (420), Trinidad e Tobago (414), Montenegro (404) e a Jordânia (402). Imediatamente atrás do Brasil, temos a Colômbia e o Cazaquistão (399 pontos), a Argentina (396) e a Tunísia (392).

O que os resultados do PISA (2009) indicam é que os estudantes brasileiros têm desempenho baixo em nível internacional. Isso acontece em todas as áreas analisadas: leitura, matemática e ciências. No conjunto, esses resultados mostram que o aluno brasileiro está, na média, bem atrás dos estudantes de outros países desenvolvidos. Quando comparamos os resultados do Brasil com os de países de similar (ou inferior) desenvolvimento econômico, ainda assim o desempenho dos estudantes brasileiros deixa a desejar.

Muito interessante também é a análise dos dados do PISA (2009) para o Brasil, desagregados entre escolas públicas e privadas. De acordo com informações presentes no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), temos grandes diferenças de desempenho em razão da dependência administrativa da escola. Por exemplo, escolas públicas federais tiveram no PISA (2009) uma média geral de 528 pontos (535 pontos em leitura, 521 em matemática e 528 em ciências), e as escolas privadas seguiram a mesma tendência, obtendo uma média geral de 502 pontos (516 pontos em leitura, 486 em matemática e 505 em ciências). Ambas as médias se situam acima da média geral da OCDE, que é de 496 pontos. Além disso, também ficam acima da nota de importantes países tais como a Noruega e o Reino Unido (500 pontos), a Dinamarca (499), a França (497), os Estados Unidos e a Suécia (496), a Áustria (487) e a Espanha (484).

De acordo com os dados do PISA (2009), no Brasil o problema está concentrado na escola pública não federal. Nestas, a média geral foi de 387 pontos (muito inferior à média das escolas públicas federais e privadas) e foi distribuída da seguinte maneira: 398 pontos em leitura, 372 em matemática e 392 em ciências. Isso coloca as escolas públicas não federais brasileiras em um nível abaixo do de países tais como Trinidad e Tobago (414 pontos), Jordânia (402), Cazaquistão (399) e Azerbaijão (389).

2. Origens do problema
A. Gasto público com educação
Muitos atribuem a baixa qualidade da educação brasileira aos baixos investimentos realizados pelo governo na educação pública. Essa visão extremamente difundida implica que a origem dos problemas educacionais brasileiros se encontra no baixo volume de recursos públicos destinados ao financiamento do sistema educacional. Isto é, a solução para o problema passaria necessariamente pelo aumento dos recursos públicos destinados a educação.

Parece razoável assumir que um aumento dos gastos públicos em educação melhore a qualidade da educação pública. Contudo, é errônea a ideia de que, sem aumento nos gastos, não teremos melhoras no sistema educacional. Na realidade, a evidência internacional mostra que mesmo países que gastam menos em educação têm um desempenho educacional melhor do que o do Brasil. Isto é, atribuir o baixo rendimento escolar dos brasileiros à falta de recursos para educação é uma visão enviesada dos fatos.

Para comparações internacionais, temos que a média de gastos públicos com educação nos países da OCDE em 2004 foi de 5% do PIB, contra 3,9% do PIB investidos em educação pelo setor público brasileiro. Vale lembrar que países como a Grécia (3,3% do PIB), o Japão (3,5%), a Espanha (4,2%) e a Alemanha (4,3%) tiveram investimentos públicos em educação em relação ao PIB numa magnitude próxima da brasileira. Para países com níveis de desenvolvimento similares aos do Brasil, temos que o Chile investiu 3,3% do PIB em educação pública, a Federação Russa, 3,6%, e a Turquia, 3,8%.

Usando dados referentes ao ano de 2007, e incluindo os gastos totais em educação (públicos e privados), temos que o Brasil investiu 5,2% do PIB em educação, contra uma média de 6,2% da OCDE. Japão, Espanha, Alemanha e Itália são alguns dos países que, em proporção ao PIB, investiram menos em educação que o Brasil. Excluindo os gastos públicos com o ensino superior, a média dos países da OCDE gastou 3,6% do PIB com educação pública no ano de 2004. Para o Brasil, esse número foi de 2,9% do PIB. A Grécia (2,1% do PIB), o Japão (2,7%), a Espanha (2,8%) e a Alemanha (2,8%) apresentaram valores similares aos brasileiros. Em relação a países com nível de desenvolvimento similares, o Chile investiu 2,7% do PIB nessa modalidade, a Federação Russa, 2%, e a Turquia, 2,9%.

A análise dos parágrafos acima deixa claro que, apesar de o investimento em educação (em relação ao PIB) no Brasil ser menor do que a média da OCDE, tal diferença dificilmente pode explicar os enormes diferenciais de resultados encontrados nos testes de conhecimento internacionais. Além disso, países que têm um desempenho educacional muito superior ao do Brasil (tais como Japão, Alemanha e Espanha) têm padrões de gasto em educação pública similares aos nossos. Países que também desfrutam de um nível de desenvolvimento semelhante ao do Brasil (tais como o Chile e a Federação Russa) também obtêm scores de aptidão em testes internacionais superiores ao nosso, mesmo com padrões de gastos em educação pública similares aos dos Brasil. Isso nos leva a inferir que o problema do baixo desempenho educacional do brasileiro vai muito além do volume insuficiente de recursos públicos destinados a educação.

Novamente, deve-se reforçar que o volume de recursos públicos despendidos em educação é uma variável importante para garantir a qualidade desta. Além disso, gastos passados também são importantes. Isto é, talvez parte do fracasso do sistema de ensino público no Brasil se deva aos baixos montantes investidos no passado. Contudo, o que a análise dos parágrafos acima mostra é que o péssimo desempenho educacional das crianças brasileiras não pode ser atribuído exclusivamente ao montante de recursos públicos investidos em educação. A rigor, parece que existem outras causas, muito mais sérias, que explicam o baixo aproveitamento escolar no Brasil.

B. Tamanho das turmas e qualificação do professor
Os resultados do Education at a Glance (EAG) 2010, com dados referentes aos anos de 2007 e 2008, divulgados pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), mostram que no Brasil cada professor é responsável, em média, por 25 alunos nas séries iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º anos) e por 30 alunos nas séries finais (6º ao 9º anos). Já na OCDE, essas médias são de 22 e 24 alunos, respectivamente. Essa realidade também permeia a pré-escola, na qual o número médio de alunos por professor no Brasil é de 19, contra 16 na média da OCDE.

Os dados acima deixam claro que no Brasil o tamanho das turmas é maior do que na média da OCDE. Contudo, essa diferença não é tão grande como muitos acreditam. Em média, no Brasil, as turmas de 1º ao 5º ano têm apenas três alunos a mais do que na média da OCDE, chegando em média a cinco alunos a mais para o 6º ao 9º ano. É extremamente difícil creditar o péssimo desempenho educacional das crianças brasileiras, em testes internacionais, com base em uma diferença de tamanhos de turma tão pequenos.

Também se deve ressaltar que os numerosos estudos que tentam verificar o impacto do tamanho das turmas sobre o desempenho educacional dos alunos até agora não chegaram a conclusões claras. Contudo, existe boa documentação que sinaliza para o baixo efeito do tamanho das turmas sobre o desempenho educacional do aluno. De maneira geral, é extremamente difícil argumentar que turmas ao redor de 40 alunos afetem de maneira significativa a qualidade do ensino para alunos do nível fundamental e médio.

Em resumo, temos que o tamanho médio das turmas no Brasil não é assim tão diferente do tamanho médio das turmas nos países da OCDE. Além disso, estudos técnicos indicam que o efeito do tamanho das turmas sobre a qualidade do ensino não tem uma magnitude expressiva, sendo comum alguns estudos sugerirem que aumentos do tamanho das turmas podem até melhorar a qualidade do ensino. Em vista dos parágrafos acima, é extremamente difícil culpar o tamanho das turmas no Brasil por nosso fraco desempenho nos testes internacionais de educação. Também parece pouco provável que possamos culpar o tamanho das turmas aqui como sendo responsável pelo baixo aproveitamento educacional de nossos alunos nos testes de conhecimento realizados em nosso país.

Em relação à qualificação dos professores, podemos inferir seguramente que professores mais motivados e mais bem preparados serão capazes de motivar melhor seus alunos e lhes explicar o conteúdo de suas disciplinas de maneira mais eficiente. O problema reside exatamente em como motivar e preparar melhor o professor. Por exemplo, apesar de ser senso comum que um professor com doutorado seja melhor do que um professor apenas com graduação, isso de maneira alguma encontra respaldo nos dados. Pelo contrário, por vezes professores com formação acadêmica mais baixa obtêm avaliação pelos alunos muito superior à dos professores mais titulados. Isto é, titulação mais alta não implica necessariamente em melhor qualidade de aula.

Um detalhe que deve ser deixado claro é que, na maioria das vezes, os programas de mestrado/doutorado não preparam seus alunos para a sala de aula, mas sim para a pesquisa. Isto é, doutores são preparados para fazer pesquisa acadêmica de alto nível, e não para ensinar em sala de aula. Sendo assim, é bem pouco provável que estimular professores do ensino básico/fundamental/médio a cursarem programas de doutorado vá melhorar a qualidade da aula. Talvez programas de especialização latu sensu sejam os mais adequados para se melhorar a didática do professor. Mas mesmo nesse caso, a evidência empírica não é conclusiva.

De posse dos dados e das informações disponibilizadas nos parágrafos anteriores, é muito pouco provável que possamos atribuir o mau desempenho acadêmico dos estudantes brasileiros ao tamanho das turmas. É verdade que professores mais qualificados podem ministrar melhores aulas, mas parece pouco provável que capacitar professores do ensino básico/médio com cursos de mestrado/doutorado possa resolver o problema do desempenho educacional dos estudantes.

C. Tempo na escola
No que se refere ao número total de horas de instrução, para crianças entre 7 e 14 anos, oferecido por instituições públicas, o Brasil se situa numa posição intermediária em relação aos países da OCDE. Na média dos países da OCDE, o número total de horas de educação que os estudantes recebem é de 6.777 horas, variando de um mínimo de 4.715 horas na Polônia até mais de 8.000 horas na Itália e em Israel. No Brasil, esse número é de aproximadamente 6.500 horas, ficando num patamar pouca coisa abaixo daquele da Islândia e da Dinamarca, e pouca coisa acima do Japão, da Grécia e da Alemanha. Noruega, Suécia e Finlândia também se localizam num patamar de horas inferior ao do Brasil. Esses dados sugerem que o fraco desempenho educacional dos estudantes brasileiros não pode ser atribuído ao baixo tempo de permanência na escola.

Aumentar o tempo de permanência na escola pode melhorar o resultado educacional dos estudantes. Contudo, devemos ressaltar que países com carga horária similar à brasileira têm desempenho educacional muito superior ao nosso. Talvez mais importante do que aumentar a carga horária total seja aumentar a carga horária de português, matemática e ciências.

D. Estrutura administrativa
Dados do Education at a Glance 2010, usando dados de 2008, mostram que na Dinamarca (18%), na França (18%), na Espanha (28%), no Chile (47%), na Bélgica (55%) e na Holanda (70%), escolas privadas dependentes do governo têm importante participação no sistema educacional. Escolas privadas dependentes do governo são aquelas escolas privadas que recebem mais da metade de seu financiamento do governo ou que dependem do setor público para pagar seus professores.

Os dados do PISA (2009) para o Brasil, desagregados entre escolas públicas e privadas, mostram uma importante realidade: as escolas públicas federais tiveram no PISA (2009) uma média geral de 528 pontos, e as escolas privadas obtiveram uma média de 502 pontos (acima da média da OCDE, que é de 496 pontos, e acima da nota de importantes países tais como a Noruega, o Reino Unido, a Dinamarca e a França). Contudo, na escola pública não federal, a média foi de 387 pontos (um nível abaixo do de países tais como Trinidad e Tobago, Jordânia, Cazaquistão e Azerbaijão). Sendo assim, é provável que uma mudança administrativa nas escolas públicas não federais possa gerar importantes efeitos de qualidade.

Talvez o Brasil devesse seguir o caminho de países como a Holanda e a Bélgica, e implementar a adoção de um regime fortemente baseado na presença de escolas privadas dependentes do governo. É importante ressaltar que esse modelo mantém a escola gratuita para os alunos, mas agora sob administração privada.

3. Conclusão e implicações de políticas públicas
A implicação de política pública deste estudo é óbvia: o governo deve aumentar a liberdade das escolas. A maneira mais evidente de se fazer isso é seguir o exemplo da Holanda e da Bélgica, transferindo o dinheiro público diretamente para escolas privadas, mantendo assim a educação gratuita para os estudantes, mas transferindo a administração dessas para o controle privado.

Outra maneira de se aumentar a liberdade nas escolas reside em se apoiar a educação dentro de casa. Se uma família é capaz de educar seus filhos melhor do que o Estado pode fazer, então não há razão para se proibir isso. Isto é, não é necessário obrigar as crianças a irem até a escola pública quando elas recebem melhor educação dentro de casa.

*Doutor em Economia, autor dos livros “Fatores Determinantes da Riqueza das Nações” e “A Crise de 2007-09: Uma Explicação Liberal”. O autor também mantém o blog: Adolfo Sachsida – Opiniões.  
**O presente artigo é uma parte do capitulo 2 do livro “10 Fantasmas que Assombram uma Nacao: Um Projeto de Reconstrucao Nacional”, que está em produção pelo autor.
Crédito da Imagem: http://www.forumdaliberdade.com.br/fl24/wp-content/uploads/2011/03/lapis-267x300.jpg

Fonte: http://www.forumdaliberdade.com.br/fl24/educacao-e-liberdade/

Você sabe conquistar clientes?

Comunicação vista como adequada nem sempre é a mais eficaz 

Por Redação, www.administradores.com.br


Conquistar um público consumidor fiel não é tarefa fácil. Mesmo assim, nem todo mundo sabe qual a maneira correta de agir para tornar essa relação menos difícil. Muitos acham que propaganda, simplesmente, é a alma do negócio, independentemente de como ela é feita. Para os que pensam assim, fica um recado: um outdoor na avenida mais movimentada da cidade ou inserções no canal de TV de maior audiência não são garantias de sucesso.

A comunicação interruptiva, assim como a conhecemos hoje, está com os dias contados. Na propaganda, os comerciais de TV que interrompem o consumidor, muitas vezes com uma mensagem que não o interessa, serão substituídos por outros formatos, como o patrocínio de programas e a criação de conteúdo pelas marcas. Da mesma forma, no marketing promocional, também vemos uma tendência crescente pela comunicação não-interruptiva.

Para garantir o sucesso de uma ação, é fundamental levar em consideração o momento do contato com o consumidor. Se for abordado no momento certo, ele certamente se lembrará da marca ou produto, de forma positiva, quando estiver diante dele em uma loja.

Um case interessante é o do lançamento do BlackBerry Nextel para executivos. Um carro de luxo, modelo PT Cruiser, com motorista exclusivo à disposição durante um dia inteiro. E o principal: um BlackBerry Curve para falar à vontade, acessar e-mails, internet e arquivos, assistir a vídeos e até encontrar caminhos pelo GPS. O objetivo da ação era permitir aos clientes conferir na prática os recursos e benefícios que o smartphone e os serviços oferecidos pela Nextel poderiam proporcionar.

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O objetivo da ação era permitir aos
clientes conferir na prática os recursos
que o smartphone e os serviços
oferecidos pela Nextel poderiam
proporcionar 

Para que o momento chave da relação empresa/consumidor aconteça corretamente, dois fatores devem ser muito bem avaliados: a mensagem e o local onde será realizada a ação promocional. É preciso acompanhar os consumidores, estar sempre próximo e surpreendê-los a cada contato, mas sem atravessá-los.

Uma ação de marketing promocional deve ser planejada para acontecer em lugares estratégicos nos quais o consumidor esteja parado, esperando ou passeando calmamente. Desta forma, além de não o interromper, a abordagem ainda vai distraí-lo. Por exemplo, locais com grande quantidade de pessoas esperando, como os saguões de embarque de aeroportos, salões de cabeleireiro ou mesmo o bar de espera de restaurantes são apropriados.

Uma ação promocional das Torradas Bauducco, por exemplo, associou o produto a um momento ideal para o consumo: a hora do café da manhã. Desta forma, reforçou a lembrança e o relacionamento do consumidor com a marca. O foco da ação foram os passageiros de fretados em São Paulo, que encontraram amostras das torradas e do cream cheese Polenguinho nos seus bancos antes da saída dos veículos.

 Divulgação
A ação reforçou a lembrança e o relacionamento do consumidor
com a marca 

O mercado vem tomando consciência de que o marketing promocional busca estabelecer conexão contínua e duradoura entre as marcas e o público. As ações promocionais evoluíram e as marcas que souberem respeitar os consumidores, envolvê-los e surpreendê-los no momento certo podem obter excelentes resultados.

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Fonte: www.administradores.com.br/informe-se/marketing/ 

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Transformações no comportamento de consumo no E-commerce

No último ano, o mercado faturou R$ 14,8 bi e registrou 40 milhões de compras na internet feitas por 23 milhões de brasileiros 

Por Sylvia de Sá , Mundo do Marketing


O comércio eletrônico brasileiro faturou R$ 14,8 bilhões em 2010. O valor superou os R$ 14,5 bilhões projetados para o período e representa um crescimento de 40% comparado a 2009, quando o e-commerce movimentou R$ 10,6 bilhões. No período, foram realizados 40 milhões de pedidos por 23 milhões de e-consumidores. É o que indica a 23ª edição do Relatório WebShoppers, realizado pela e-bit, com apoio da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net).

O estudo é resultado de pesquisas realizadas com mais de 3.500 lojas virtuais e seu painel de e-consumidores. Entre os motivos que levaram à expansão no ano passado estão o corte do IPI da linha branca, o fato de 2010 ter sido um ano de Copa do Mundo – o que aumentou a venda de TVs e aparelhos de áudio e vídeo – e o aquecimento da economia nacional, que teve um efeito multiplicador e atingiu o comércio eletrônico, que vem ganhando espaço sobre outros canais de venda.

Entre as categorias mais vendidas, a novidade de 2010 ficou por conta dos eletrodomésticos, que ocuparam a primeira posição, com 14%. Em seguida, aparecem livros, assinaturas de revistas e jornais (12%), saúde, beleza e medicamentos (12%), informática (11%) e eletrônicos (7%). Já o ticket médio cresceu 11%, passando de R$ 335,00 para R$ 373,00.

Mulheres comprando mais
Os resultados indicam algumas transformações no comportamento de consumo no ambiente digital. "Eletrodomésticos nunca havia sido a principal categoria. Outro destaque é moda e acessórios, que não figura entre as cinco maiores, mas já é a sexta. Em 2008, esta categoria não estava nem entre as 20 principais. Já CDs e DVDs aparecia entre as primeiras até 2004 e hoje não aparece mais", diz Alexandre Humberti (foto), Diretor de Marketing e Produtos da e-bit, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Outra mudança observada refere-se às mulheres, cada vez mais presentes no comércio eletrônico. Se em 2005 representavam 42%, agora elas são responsáveis por 49% das compras feitas no ambiente online. O ticket médio delas também cresceu, passando de R$ 240,00 há cinco anos para R$ 314,00. Mas os homens ainda são os que mais consomem, gastando, em média, R$ 425,00 a cada compra.

O perfil do consumidor da internet também está ficando mais sênior. Atualmente, 21% das mulheres têm mais de 50 anos. Em 2005, este número era de 14%. Já a classe C conta com e-shoppers mais jovens. Enquanto a média geral de idade é de 41 anos, a da baixa renda é de 37 anos. Em relação à frequência com que consomem em lojas virtuais, 31% dos consumidores da classe C disseram não ter feito compras nos últimos seis meses. Apesar disso, 6% afirmaram ter comprado mais de 10 vezes no mesmo período.

Datas sazonais responderam por R$ 4,5 bi
Mesmo com uma frequência menor de compras, o ticket médio da classe C se aproxima do das mulheres, chegando a R$ 314,00. As preferências destes consumidores são eletrodomésticos, informática e eletrônicos. "Hoje há marcas amplamente conhecidas do dia a dia do consumidor que entraram para internet e emprestam credibilidade, como Casas Bahia, Carrefour e Walmart", explica o executivo, lembrando que alguns sites oferecem formas de pagamento mais flexíveis se comparado às lojas físicas.

Como já era esperado, em 2010, as datas sazonais também impulsionaram o bom desempenho do canal de venda. Juntas, elas representaram R$ 4,5 bilhões do total do faturamento do varejo eletrônico. Apenas o Natal ficou com R$ 2,2 bilhões, seguido por Dia das Mães (R$ 625 milhões), Dia das Crianças (R$ 615 milhões), Dia dos Namorados (R$ 600 milhões) e Dia dos Pais (R$ 520 milhões).

Uma das principais novidades do e-commerce em 2010 foram os sites de compras coletivas. Atualmente são mais de 1.200 endereços virtuais que oferecem produtos e serviços com descontos que podem chegar a 80%, caso comprados por um número mínimo de consumidores. O levantamento da e-bit, no entanto, mostrou que ainda há espaço para que o segmento cresça.

Groupon, Peixe Urbano e ClickOn mais lembrados
Mesmo com o boom observado no último ano, apenas 61% dos entrevistados disseram conhecer o conceito de compra coletiva. Destes, mais da metade (51%), no entanto, relatou não ter realizado nenhuma compra, enquanto 49% já adquiriram alguma oferta. Dos consumidores que já compraram, 82% pretendem voltar a fazê-lo nos próximos três meses. Os 58% dos entrevistados que ainda não tiveram experiência em compras coletivas também pretendem adquirir seu cupom pela primeira vez.

O relatório apontou ainda que apenas 11% dos e-consumidores disseram-se insatisfeitos com o serviço, enquanto 74% afirmaram estar no mínimo satisfeitos. Apesar do número grande de sites em funcionamento ou em fase de lançamento, as marcas mais lembradas pelos internautas são Groupon, Peixe Urbano e ClickOn. Os resultados mostram que o segmento caminha para a consolidação.

"Existem muitos sites, entre empresas que já estão operando e as que serão lançadas nos próximos meses. Como todo caso de sucesso, sempre aparecem novos players em seguida. Mesmo assim, já é um negócio concentrado em três principais", acredita Humberti.

Faturamento em 2011 deve chegar a R$ 20 bi
Outro modelo de negócio virtual relativamente novo para os brasileiros são os clubes de compras. Os sites funcionam como outlets, oferecendo produtos com preços reduzidos. Esta modalidade, entretanto, é conhecida por apenas 54% dos consumidores. Destes, somente 1/3 comprou. Dos 68% que ainda não adquiriram produtos em outlets virtuais, no entanto, 97% afirmam querer comprar nos próximos três meses.

Entre as categorias mais vendidas estão moda e acessórios (30%), eletrônicos (18%) e acessórios de informática (12%). Em relação ao serviço prestado, 66% dizem estar satisfeitos ou muito satisfeitos, enquanto 21% acham o atendimento apenas razoável e 12% estão insatisfeitos. "Este segmento ainda é pouco conhecido pelos consumidores. Existe um grande percentual de pessoas que ainda não experimentaram. Falta divulgação maior do conceito", ressalta o Diretor de Marketing e Produtos da e-bit.

Para 2011, as expectativas são de crescimento constante no varejo eletrônico. Somente no primeiro semestre, o faturamento deve registrar R$ 8,8 bilhões, mais do que todo o ano de 2008, quando o valor foi de R$ 8,2 bilhões. A projeção é de que, no período, quatro milhões de pessoas façam sua primeira compra virtual, o que deve contribuir para um crescimento de 30% e um faturamento de R$ 20 bilhões este ano.


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domingo, 27 de março de 2011

Entrevista: a Administração no Brasil na visão de Stephen Kanitz

Militante. É assim mesmo que Kanitz costuma se definir. Para ele, a Administração, mais que uma profissão ou uma área de conhecimento, é uma causa

Por Simão Mairins, www.administradores.com.br


Reverenciado por um número imenso de brasileiros, Kanitz é um tanto atípico, para o que estamos acostumados a entender como administrador no Brasil. Mestre em Administração de Empresas pela Harvard University, trouxe da experiência junto àquela que chama de "esquerda prática" dos Estados Unidos o pensamento que até hoje procura difundir aqui no hemisfério sul do continente: a Administração "socialmente responsável", onde o trabalhador tem mais espaço e o capitalista dono cede poder ao administrador profissional.

Em uma conversa franca e sem formalidades com a equipe da Revista Administradores, Kanitz falou tudo o que quis. Classificou como conservador o ensino em Administração no Brasil, revelou seu descontentamento com o ministério escolhido por Dilma e não poupou palavras contra os economistas, que, segundo ele, foram responsáveis pelo fim da sua coluna na revista Veja.

Administradores - Você disse uma vez, em um artigo, que os EUA são um país desenvolvido porque, diferentemente do Brasil, são geridos por administradores profissionais. Hoje, já temos inúmeras faculdades de Administração. Por outro lado, temos a consciência de que, apesar do alto número, muitos cursos deixam a desejar em qualidade. Será que nossa passagem para a era do administrador está seguindo o caminho certo?

Stephen Kanitz - Os EUA começaram essa fase em 1850. Então, nós estamos só 150 anos atrasados (risos)! Agora, lá e em todos os outros países, surgiu, na época, uma enorme antipatia dos intelectuais com relação às escolas de Administração. Nas escolas americanas, os intelectuais eram geralmente de esquerda e os administradores eram vistos como pessoas de direita. Até porque as primeiras escolas eram, realmente, para formar gerentes de empresas privadas familiares, que a gente conhece tão bem no Brasil. Em 1910, entretanto, surgiu nos EUA algo que não aconteceu em lugar nenhum do mundo. A esquerda mais prática - que é a de Harvard, onde eu estudei - percebeu que o administrador ia ser uma força política muito forte, e as empresas familiares iriam ser substituídas pelas de capital aberto e democrático, onde o administrador seria a peça chave, no lugar do capitalista dono. Então, Harvard muda esse negativismo, pensando assim: "vamos pegar esses administradores do nosso lado, e não do lado dos capitalistas. Vamos criar, então, o curso socialmente responsável". No Brasil, a animosidade dos intelectuais contra os administradores é visível até hoje. Você veja, a Universidade de São Paulo expulsou o MBA de lá. E isso é até assustador, porque 10% do ICMS do estado de São Paulo vai para as universidades públicas estaduais. Ou seja, nós temos os professores que, apesar de receberem 10% do imposto que é arrecadado pelas empresas, são contra o ensino de Administração.

No início do ano, fizemos uma enquete em nosso site onde perguntamos se "administrar é apenas para profissionais devidamente formados em Administração", e a maioria respondeu que "não, pois qualquer pessoa pode desenvolver as habilidades e competências necessárias para administrar, independente da área de formação". Você acha que isso reflete o descontentamento da classe com a qualidade dos cursos?

Nós não temos administradores (ensinando). Eu estudei lá na USP com engenheiros de produção, que tinham, claro, visão de engenheiros. É complicado. Nós não temos, ainda, o Peter Drucker do Brasil. Aliás, não temos uma coluna. O Drucker, há 60 anos, tinha uma coluna semanal nas grandes revistas. Aqui, eu tinha uma coluna mensal na Veja, mas acabou. Tem um que escreve para a Carta Capital e tem o Max Gehringer, mas ele fala sobre recursos humanos, como arranjar um emprego, essas coisas, não é sobre administração estratégica.

De que modo, então, podemos chegar a um patamar ideal?

Nós vamos precisar depurar algumas faculdades que estão fazendo caça-níquel. A própria palavra MBA já foi tomada. Tem escola de Economia fazendo curso de MBA. Tem faculdade oferecendo MBA em Direito. Aí complica mesmo, porque a população acha que qualquer um pode ser administrador. Isso o Conselho Federal de Administração tinha que processar. Você não poder roubar o nome de Mestrado em Administração de Negócios para usar em outros cursos.
Crédito da Foto: http://www.administradores.com.br/
 Leia na íntegra: http://bit.ly/hFEDjB

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Quando a demissão acontece depois de anos de dedicação à empresa: o que fazer?

É muito mais importante que o profissional se prepare psicologicamente do que tecnicamente para se inserir em novas oportunidades

Infomoney

Abandonar a carreira corporativa depois de se dedicar anos a determinada empresa é um desafio de milhares de executivos que atuam no mercado atualmente, muitos com mais de 40 anos de idade.
Seja por corte de gastos, renovação do quadro de funcionários ou mudanças de perfil nas empresas, muitos empregados têm dificuldades de enfrentar a saída das empresas, e se deparam com um cenário de incertezas, dúvidas e dificuldades na hora de retomar seu caminho profissional.

A consultora na área de carreiras e empresas, Maria do Carmo Trombesi Guedes Marini, orienta os executivos a se prepararem para o momento de deixar a empresa e se recolocar no mercado. Segundo a especialista, é necessário preparar uma saída. "Um profissional com grande bagagem pode trabalhar como consultor independente, ou se associar a consultorias. Ainda há a possibilidade de empreenderem um novo negócio ou se inserirem em outros campos, como a carreira acadêmica", orienta.

Maria do Carmo identifica um cenário de dúvidas e preocupação entre os empregados que precisam deixar as corporações após anos de dedicação e lamenta que, mesmo com tantas transformações no mercado de trabalho, alguns profissionais ainda sejam preteridos pela idade. "Algumas pessoas ainda confundem modernidade com juventude, o que é uma falácia. Existem pessoas com mente extremamente abertas a qualquer tipo de aprendizado que têm muito mais de 45 anos, assim como existem pessoas extremamente restritas a novas lições com 20 anos", explica.

Saída 
A consultora ressalta que é muito mais importante que o profissional se prepare psicologicamente do que tecnicamente para se inserir em novas oportunidades, já que, ao sair de uma empresa, o trabalhador terá de se adaptar a uma lógica diferenciada. "É necessário perceber que a nova vida profissional é diferente da antiga em diversos aspectos, sobretudo com relação à convivência entre colegas, que fará muita falta. É importante que atuando em consultoria, ensino, empreendendo ou entrando em outros mercados, o executivo se prepare para vivenciar uma rotina distinta e esteja aberto para novas possibilidades", alerta.

Maria do Carmo aponta que antes de entrar em qualquer nova área de atuação, o ex-empregado precisa ter em mente suas limitações, dificuldades e triunfos, e trabalhar com esses aspectos em sua nova colocação. "Se ele for empreender, por exemplo, precisa ter em mente a dificuldade que terá ao atuar em muitas áreas, da produção ao marketing, situação a qual dificilmente ele terá se submetido em sua empresa".

Embora não existe uma regra que dite quando o profissional deve começar a pensar em abandonar determinada empresa, a consultora ressalta que a avaliação de headhunters é que em áreas como o marketing, a idade é de 40 anos e em outras áreas como engenharia, vendas ou administração, de 45 anos. O dado assusta, diz a consultora, mas corresponde à realidade do mercado. "Existe uma tendência de muitos acharem que a demissão ou saída não vai ocorrer com este profissional. E é nesse contexto que a pessoa 'se perde'", reconhece.
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quinta-feira, 24 de março de 2011

O efeito colateral da competência

As organizações estão em busca de pessoas competentes para seus quadros, mas nem sempre conseguem lidar com elas

Por Wellington Moreira, www.administradores.com.br

Dias atrás, numa conversa informal, escutei a história, em primeira mão, de um profissional que acabara de ser demitido graças à sua competência e aos ótimos resultados alcançados até então. É justo que você pense: "este profissional deve ter cometido algum deslize e agora está querendo apenas posar de injustiçado!" Infelizmente, não é o caso.

Há dois anos, ele atuava na empresa que o desligou e seus números foram muito melhores e consistentes do que os esperados pela organização. Porém, depois de algum tempo, profissionais de uma outra companhia do grupo no qual atua "pediram sua cabeça", pois a performance obtida por ele estava atrapalhando o alcance dos resultados daquela. Como era a parte mais frágil desta relação, acabou pagando o pato.

Não é a primeira vez que isto ocorre e nem será a última. Profissionais muito competentes angariam adversários em diferentes ambientes organizacionais, pois mexem com o status quo. Fazem com que muita gente tenha de encontrar explicações para seu desempenho pífio e isto é particularmente complicado se estes não possuem condições de fazer mais e/ou melhor do que aqueles.

O deslize cometido pelo profissional em questão também é o mesmo de muitas outras pessoas: acreditar que apenas o alcance de resultados é suficiente para se manter numa posição de destaque frente aos demais e, especialmente, privilegiado pelos altos executivos ou sócios do negócio.

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Acreditar que apenas o alcance de resultados é suficiente 
para se manter numa posição de destaque é um dos erros 
mais comuns cometidos por profissionais
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Há um bom tempo, já não basta ser competente tecnicamente. Também é imprescindível que a pessoa consiga manter equilibradas as relações que o sustentam dentro da companhia. Para ser mais claro, é preciso avaliar quais brigas podem ser assumidas e aquelas a serem evitadas, pois adversários internos geram custos futuros para quem pretende continuar no mesmo lugar.

Não estou afirmando com isto que o profissional deva fugir dos conflitos, mas sim ter a consciência de que seu sucesso depende – e muito – de como ele consegue administrá-los. Afinal de contas, o adversário de um projeto atual pode ser o financiador do plano seguinte e, portanto, deixar as portas abertas acaba sendo uma atitude sensata.

Construir alianças estratégicas na companhia, grupo empresarial ou mercado é mais do que apenas fazer conchavos ou tentar agradar a todos. Trata-se da capacidade de compreender a cultura do local em que trabalha e saber se posicionar, isto é, avaliar os momentos no qual se deve avançar e aqueles que requerem recuos momentâneos.

O lado bom desta história é que o profissional demitido rapidamente conseguirá se recolocar no mercado por gozar de um alto grau de empregabilidade. Já a empresa poderá repetir outras vezes o movimento de dilapidar os talentos que lutam por ela, mas são incompreendidos.

As organizações estão em busca de pessoas competentes para seus quadros, mas nem sempre conseguem lidar com elas. Ao privilegiar a mediocridade e desestimular os conflitos que a transformariam, não percebem que expurgam – involuntariamente ou por decisão própria – justamente aqueles que poderiam garantir a elas um amanhã promissor.

Cuidado para que isto também não ocorra em sua companhia!


Wellington Moreira - palestrante e consultor empresarial (wellington@caputconsultoria.com.br) 

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quarta-feira, 23 de março de 2011

Frágil aprendizado pode afetar carreira profissional de estudantes

Pesquisadora aponta que parte deles não consegue apreender em sua totalidade os significados dos conceitos que são transmitidos em sala de aula

InfoMoney

Ao analisar o comportamento de universitários do curso de administração, a pesquisadora Neuza Abbud chegou à conclusão de que parte deles não consegue apreender em sua totalidade os significados dos conceitos que são transmitidos em sala de aula. A constatação, em especial visando o futuro ingresso desses alunos no mercado de trabalho, pode ser preocupante.

Segundo Neuza, pensadores e estudiosos consideram que executivos eficientes no mundo global devem revestir seu desempenho com atributos de empreendedorismo, criatividade e racionalidade técnico-científica, saber pensar na teoria e prática.

"Tais atributos são características essenciais para a concepção, execução e avaliação de inovações e descobertas, tanto no campo de projetos quanto no caso de produtos concretos", diz Neuza.

Ela completa: "Eles não têm independência para raciocinar e proceder em suas atitudes de forma lógica, porque estão condicionados a apenas reproduzir".

Observação

De acordo com informações da Agência USP, a especialista solicitou aos alunos que fizessem uma redação sobre temática que os conduzisse ao relato de atividades vinculadas ao curso, que eles empreendiam profissionalmente. Além disso, eles deveriam descrever as dificuldades e como viam a ligação desta atuação ao que foi aprendido no primeiro semestre do curso de administração.

"Qualquer palavra era o suficiente para que eu fizesse o aluno se perguntar sobre quanto do significado desta palavra ele realmente entendia. Por meio de perguntas e mais perguntas, o estudante era instigado a refletir em busca de uma resposta, confirmando, ao final, o que poderia vir a ser o tema do pré-projeto científico a ser estruturado com base no método científico", descreve Neuza.

"Os estudantes acabam emitindo opiniões do senso comum e não desenvolvem críticas ou raciocínios inovadores por ausência de argumentos que eles mesmos já tenham refletido a respeito", destaca.

Crédito da Imagem: http://www.aojesp.org.br/userfiles/diploma_lixo.jpg


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Carreiras: conheça alguns sinais de que está na hora de deixar o emprego

Algumas atitudes da empresa acabam levando o profissional à desmotivação e a não ter outra saída a não ser a de procurar outra colocação no mercado

Infomoney

De repente, o profissional começa a perder a hora de ir para o trabalho, passa a se sentir extremamente cansado e não tem mais o mesmo entusiasmo com as tarefas da empresa. Estresse? Pode ser, mas esses podem ser também alguns sinais de que está na hora de trocar de emprego.

De acordo com a consultora em RH (Recursos Humanos) do Grupo Soma Desenvolvimento Corporativo, Jane Souza, algumas atitudes da empresa acabam levando o profissional à desmotivação e a não ter outra saída a não ser a de procurar outra colocação no mercado.

Chegou a hora?
Dentre os sinais de que este momento chegou, além da falta de pique e entusiasmo com as tarefas da empresa, ela cita:

• A falta de paciência, facilidade de irritação e apatia. O profissional passa a se irritar facilmente no ambiente de trabalho ou se mostra apático, sem vontade de realizar suas tarefas;

• Incompatibilidade de valores. A pessoa percebe que os valores da empresa são muito distintos dos seus, passando inclusive a fazer da empresa um assunto negativo recorrente fora do ambiente de trabalho;

• Não veste mais a camisa. O profissional não veste mais a camisa da empresa e para de indicar a companhia como um possível local de trabalho, desaconselhando colegas a mandarem currículos para lá;

• Hobbie é mais interessante. O hobbie passa a ser mais interessante que o trabalho e o profissional, inclusive, começa a repensar a relação prazer e salário. Neste caso, analisa a consultora, pode ser um sinal de alteração ainda maior, uma mudança de carreira.

Descontentamento
Segundo Jane, a falta de reconhecimento, de perspectiva e a questão salarial são os fatores que mais fazem com que os profissionais comecem a pensar em sair da empresa.

"Se a pessoa sente que tem seus méritos reconhecidos, tem qualidade no ambiente de trabalho e sente que tem oportunidade de crescer, ela não considera sair da empresa, mesmo que o salário não seja tão bom. Agora, quando não há plano de carreira, reconhecimento e, ainda, o salário é muito inferior ao praticado no mercado, certamente, este profissional ficará infeliz".

Alerta ligado
A coordenadora de Consultoria da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Veridiana Gernamo, concorda e acrescenta: "Quando a empresa não acompanha o mercado, em termos de inovação, salário e tecnologia, por exemplo, é hora de reavaliar se vale a pena continuar na companhia", diz. Abaixo, alguns fatores que devem fazer com que o profissional ligue o sinal de alerta, segundo Veridiana:

• Falta de envolvimento. A empresa, mesmo crescendo, não envolve o profissional em novos projetos, reuniões estratégicas;

• Mudança de departamento. O colaborador é transferido para outras áreas da empresa, diferente do seu perfil e anseio profissional, sendo que a área oferece pouco ou nenhum desafio;

• Falta de promoção. Por fim, diz Veridiana, se o profissional sinaliza que deseja ocupar determinada posição dentro da empresa, mas este cargo é oferecido para um profissional do mercado ou para um colega da equipe que ocupava um cargo menor, está, realmente, na hora de buscar novos horizontes.
Crédito da Imagem: http://t3.gstatic.com/

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